.:: A l i c E no P a í S do L s D::.

Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world.



Terça-feira, Abril 29, 2003

Não tenho tido inspirações literárias. Hora de dar uma pausa bloguística.

postado por: sagaz 4:36 PM

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Segunda-feira, Abril 28, 2003

Não menti. Sim, tomei. Um ácido e um cristal.
Em casa, olhei no espelho depois do banho. Olhos grandes. Me agrada saber que alguma coisa de profundo ainda sobra em mim, depois de tantos neurotransmissores terem sidos dispensados neste exaustivo dia.
Acho que não quero pensar hoje. Não, nem um pouco. Meu nível de serotonina está muito abaixo do que deveria. Não quero pensar.

postado por: sagaz 10:30 AM

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Sábado, Abril 26, 2003

Festa!
Juro que não vou me drogar!
MENTIRA!

postado por: sagaz 5:11 PM

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Quinta-feira, Abril 24, 2003

"Queria ser gente grande, mas a infantilidade sexual a impedia. Mais uma vez o conflito entre aprendiz e Mestre colocava Raquel em uma encruzilhada. Mas em fim, com a ajuda de sua psicodélica psicóloga junguiana, ela resolve tentar entender essa questão.
Sim, agora com o impasse resolvido,(sim, ela realmente gosta de um cara aí), ela descobre um nome para o mestre Mestre: Salete. Em homenagem à sua psicóloga psicodélica. Mesmo chamando-se Salete, mestre não seria desistituído de seu posto de homem, apesar de ter abdicado às atividades sexuais.
Mestre Salete tinha mais uma lição ao seu aluno, Raquel, que o procurava com dúvidas dilacerantes à respeito de masturbação: 'Filho, o sexo ilude por ser prazeroso. Assim como as drogas, são apenas prazeres momentanios que passarão em alguns minutos. Se te serve de consolo e exemplo, tenha como certeza: quando você for velho, seu pau não irá mais enrigecer com toda essa facilidade. Tomando isso como base, pense. Não é o sexo que você levará como real aprendizado para o fim da sua vida.' Aqui ficou claro que Salete, o mestre assexuado, era broxa e com certeza tinha tendências homossexuais.
Resolução do dia de Raquel: 'Sexo é um tesão, mesmo não prestando pra muita coisa, afinal.'"

postado por: sagaz 8:16 PM

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Terça-feira, Abril 22, 2003

Na encruzilhada tinha uma macumba.
Galinha, velas, pinga.
Pensei em chutar.
Não é preciso, já tenho problemas o suficiente.
Na encruzilhada tinha uma menina.
Ela queria chutar a macumba.
Como é difícil tomar uma decisão!

postado por: sagaz 2:57 PM

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Sábado, Abril 19, 2003

Durante sua visita ao médico na véspera da Páscoa, Raquel pensa como seu feriado havia sido em vão. Não poderia comer as maravilhas que sua habilidosa mãe cozinhava, nem os deliciosos chocolates que seu pai lhe comprara, nem beber um cremoso chopp do Baden Baden em meio àquelas pessoas toscas que mais pareciam uma produção em larga escala, e se sentindo a maravilinda. Seguido desta breve lamentação, lembrou-se do querido mestre, sua mais nova criação, que ainda não tinha nome. O que ele, ó sábio homem, diria nesta situação? Já sabia: 'Páscoa sem chocolate é igual Coca Cola sem gelo: Não dá o mesmo tesão...' Sábias palavras do mestre Mestre. (nome provisório) Mas que estranho, imaginou ela. "Eu esperava palavras de conforto, compensassão..." Mestre responde: ' Há muitas coisas na vida, minha filha, que não são reconfortantes ou recompensadoras... Ser mãe, por exemplo.' "O que será que ele quiz dizer com isso???" Raquel começa a perceber então que confundiu os personagens com a vida real. Não mais o aluno era o aluno, mas ela era o aluno, cheio de perguntas estúpidas para si mesma.
Mais uma constatação para sua cartilha: "Nem sempre o que os mestres dizem quer dizer alguma coisa"

postado por: sagaz 7:52 PM

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Insônia, insônia... Ai meu deus... Meu cú já está assado dessa maldita diarréia. Minha barriga dói como se minhocas gigantes abrissem caminho pelo meu intestino invadido.
Agradeço a deus por minha insônia de hoje. Tive idéias brilhantes que na verdade não servem pra muita coisa. Talvez para preencher espaço aqui neste blog, talvez para um futuro conto que publicarei em algum veículo de alta circulação que vai me pagar caro pelas minhas idéias literárias absurdas.
Minha idéia foi a seguinte:
Estamos no final 2003. A guerra começa a estourar mundialmente, depois que Saddam Husseim é massacrado pelos americanos e ingleses naquela guerrinha ridícula do começo do ano. Agora a questão é: quem fica com o petróleo? Os EUA querem contruir um oleduto que saia do Iraque, passe debaixo do norte da África, pelo mediterrâneo, vá até a Inglaterra. De lá, cruzaria o oceano Atlântico para finalmente abastecer toda a costa leste norte-americana. Eles afirmam possuir a tecnologia e o dinheiro na mão para realizar o ambicioso projeto. Mas países envolvidos neste absurdo sem poderem palpitar, se revoltam com o preço a ser pago por isso: o risco eminente de um acidente ecologico de proporções astronômicas.
Agora que você se situou no contexto mundial, devo contar-lhe a história de uma mocinha muito estranha, de uma pacata cidade no interior de São Paulo-BR. Pindamonhangaba é onde Raquel passou boa parte de sua vida, porém, como poucos sabem, nasceu em Taubaté, cidade vizinha, onde morou até por volta de seus seis anos de idade. Aos dezoito anos mudou-se para Campinas, localizada à duas horas de Pindamonhangaba. O acontecimento de sua vida é seguido por uma súbita decisão de seus pais de se mudarem para Campos do Jordão, outra cidade vizinha, nas montanhas. Mas não nos focalizemos nos detalhes desnecessários...
Desde o princípio de Raquel, (digo isso porque todo mundo tem um princípio, um começo onde você realmente como a se sentir você mesmo), o andamento de seu desenvolvimento pessoal trilhava caminhos mais do que especiais: Trilhava caminhos normais. Mas o sentimento que a movia era o de que ela era realmente algo excepcional, especial mesmo, uma escolhida, dentre milhões de pessoas, para atingir um objetivo muito cobiçado entre as camadas mais "espiritualisadas": a iluminação espiritual. Isso mesmo! Ousadia ou não da parte desta astuta mocinha, era este seu objetivo, pelo menos à primeira vista.
Livros, cursos, insights, sensações, situações, sonhos... Tudo isso moldava seus desejos, até certo ponto. Em alguma parte de sua fragmentada personalidade habitava uma Raquel muito poderosa, que vendava seus mais profundos objetivos com paixões ilusórias resultantes de sua maior e mais perigosa armadilha do ego. O sexo. O prazer, descontrolado e selvagem, dominação e submissão, ilusão de amor, tesão. Era um cocktail muito satisfatório para sua insegurança até então, inconsciente.
Porém, histórias tortuosas moldaram seu exótico apetite sexual, transgredindo todos seus padrões e preferências. (Prometo os detalhes quentes e violentos no desenrolar dessa epopéia.) Agora, Raquel, não mais uma ninfo maníaca dominatrix sádica, encontra-se numa sinuca. "Quero fazer alguma coisa... Fundar uma Religião... não! Uma seita! Putz, que absurdo! Uma filosofia de vida! Isso é muito fraco... Já sei! Um estilo não-dogmático, não-tendenciado, não-pragmático de ver a vida... Sim! Aqui faço de minhas palavras uma verdade, verdade pra mim. Se interessar a você o que coloco como meu, então tornar-se-á uma verdade comum, a mim e você. está bem?"
Raquel então resolve desenrolar suas teorias totalmente praticáveis. Ela se lembra que semana passada teorizou seu gosto. Se declarou uma Boêmia High tech. Quem diria! Nossa heroína(sem trocadilhos, por favor), uma poeta de bar. Ao lembrar do bar e das cervejas que tomou, e das bruschettas que comeu, e de todo romance que viveu naqueles dias felizes, lamentou o fato de, na atual conjuntura, encontrar-se doente e tão sofredora. Mas não que isso seja ruim! De maneira alguma. De seu sofrimento saiu sua primeira lição, servindo para ela mesma e para quem for mórbido o suficiente para gostar de Marquês de Sade, sua inspiração da noite.
"Um mestre, ao sentir que seu aluno precisa de uma direção no seu engatinhar do desperto, diz, com secas palavras e sem metáforas: 'Quem observa analíticamente seu próprio cocô recém-defecado na privada, está dando, efetivamente, seus primeiros passos na brilhante evolução da conscinência existencial.' O aluno pergunta então: 'Mestre, se falaste de existência, ouso perguntar; Quem sou eu?' O mestre, já esperando a pergunta mais clichê de todas, responde, desta vez, com menos asperez: ' Oras, menino! Não sabes? Tu és o que tu comes.' O garoto, em tom de humilde ignorância reformula a pergunta: ' Então se como carne de vaca, sou uma vaca?' O mestre, pacientemente como manda sua posição, explica: 'Não, tola criança! Tu comes carne, mas caga merda! O dia em que comeres carne e cagares uma vaca, poderás ascender aos céus, pois humano não serás mais. Tú és merda, pois em merda tudo transforma. Não que isso seja uma coisa ruim, mas te fará compreender a complexidade de ser humilde. Assim poderá aceitar tuas próprias falhas de ser humano. Esse é o primeiro passo.' "
E este foi o primeiro material que Raquel coletou para seus ensinamentos.
Continua...

postado por: sagaz 3:15 AM

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Quinta-feira, Abril 17, 2003

Vertiginosas virgens!
Oh! Patricinhas descabeladas!
Onde estou? Quantos graus? Treze, talvez menos, não mais do que quinze.
Mais uma noite mal dormida de pequenos problemas e duendes enlaçando meus cabelos enquanto uma inoportuna luz entra por um pinheiro entalhado na janela de madeira. Vou enfiar uma meia naquele maldito buraco. Ele é como o big ben, em Londres. Pontual como o sol. Seis da manhã, maldito entalhe de madeira! Tão bonitinho o filho da puta, deixa vazar tamanha "natureza" pra dentro dos meus últimos sonhos da noite. Te odeio, pinheiro vazado na janela do meu quarto!
Além disso tudo, mal posso respirar. Minhas narinas congelaram e começaram a soltar grandes placas. Como as geleiras se desgelando e aumentando o nível do mar. Só que no meu caso, aumentam o nível de feridas e do ranho dentro do meu modesto nariz.
Para adicionar à minha lista, me doem: os ouvidos, as costas e todos os músculos dela, meu pescoço, minha cabeça, meus rins e a uretra quando urino, meu ciso, meus dedos enquanto escrevo aqui.
Mas o mais dolorido: Meu coração... ahhhhh, que romântico! Sim, assumo publicamente minha muita falta de bom gosto em momentos como este. Sim, assumo que estou amando mesmo se ele nunca quisesse mais me ver. Sim, assumo que a hora em que a palavra "namoro" pintar, vou apavorar de medo e pensar milhões de vezes. Mas Não, de maneira alguma, esconderei minhas preocupações de você, querido.
Tudo me dói agora. Será isso uma reação psicossomática da sua falta? Apesar de que eu não necessariamente preciso de você aqui, já que te gosto aqui ou na Conchinchina, mas minha carência nunca foi e nunca será suprida pela minha mãe, que tem medo até de me dar um abraço mais longo do que 3 segundos... Já me acostumei.
Mas você... já me ocorreu que esse nosso caso é muito progressivo. Cada vez te gosto mais, e te respeito mais. Acho que você me entendendo, e eu te entendendo, é suficiente para viver um amor em "transe", como você já colocou quando agente se reencontrou.
Será? Tá pronto? Eu não sei, mas vou te esperar neste feriado, e só pensar nos próximos 5 dias.

postado por: sagaz 10:27 PM

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Terça-feira, Abril 15, 2003

Amanhã: Campos do Jordão. Prometo que vou lembrar dos chocolates, Gui!!!
Friozinho....... Tudo de bom. Papai, Mamãe e a certeza de que já no terceiro dia estarei entrando em colapso.

postado por: sagaz 7:36 PM

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Segunda-feira, Abril 14, 2003

Os sonhos têm começado a se concretizar.
Mais um fim de semana menos vago na minha vida. Abro os olhos, estou apaixonada. Respiro, estou apaixonada. Levanto-me, e continuo a amar por todos os poros. Só que, pela primeira vez, alcanço a suavidade de um relacionamento menos doente.
Uma série de fotografias mentais pontuam meus bons momentos com ele. Uma praça velha cheia de árvores e intelectuais ávidos. Um arranjo de crisântemos boiando num pote de cerâmica com água. Comida italiana e transe ao beijar. Escuro, porém prazeroso. Intimidade e crianças no shopping. Seu cabelo. Bonita decoração e sua alegria. Cerveja e meus amigos. Sacanagem num banheiro público, seu gosto. Camisinhas e irresponsabilidade. Um filme fraco, mas não importa. Você também não achou lá essas coisas, mas assistiu, ou me assistiu. Eu te olhei, o tempo todo. Com olhos nas pontas dos dedos deslizando por suave ante braço descansado no meu colo. Que filme chato! Prefiro esse, aqui diante dos meus olhos, olhando olhos azuis refletindo meu rosto.
Muito mais bem feitos. Não queria ir embora. O filme continua. Um estranho personagem atua no meio do transito da Rua Augusta numa noite fria de domingo. Sacola de plástico e capa de jornal. Capa de super herói suburbano. Um momento sem contexto. Tem tudo a ver com o enredo. Só você entende, lindo. Lembra? Do filme?

postado por: sagaz 3:02 PM

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Sexta-feira, Abril 11, 2003

Continuando: Sim, sou um calo!
Por opção, me CALO. Falar para simplesmente preencher espaços silenciosos definitivamente não faz parte da minha natureza.
Expelir minhas vontades de falar podem ocorrer, como nos momentos de non sense, que quer dizer isso mesmo. Sem sentido, apenas o fluir das palavras, que sem contexto na verdade não fariam sentido nenhum, em momento algum.
Como sendo NATUREZA de cada um, nós, seres humanos, como dever, devemos respitar uns aos outros se o que um indivíduo deseja é o silencio. Seria bom se calar de vez em quando, ou simplesmente falar sem intenção ou objetivo concreto, só para ver aonde nossa imaginação nos leva, brincando assim com a insatisfação do ego, recuzando-se à saciá-lo.
Mas parece às vezes incompreensível, quando grandes problemas, na verdade ridiculamente pequenos, coloca impessílhos na compreensão do que eu queria dizer.
Sem ataques, sem inteção ou vontade de ser correspondida, torno-me monossilábica, com medo de ser mau-interpretada.
Daí se dá a mina NATUREZA quieta e a espreita de boas conversas sem muitas neroses, tanto minhas quanto de segundos e terceiros nesse papo meio sem pé nem cabeça, que funciona muito bem.
Peço aqui que não exijam de mim nenhum tipo de atenção, pois no momento preciso prestar atenção em mim e nos erros que cometi no passado. Minha lingua afiada foi como um rabo de escorpião num momento de desespero: Me apunhalei a mim mesma.
Afaste-se, ou compreenda. Afinal, isso é amor.

postado por: sagaz 2:49 PM

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Quinta-feira, Abril 10, 2003

Eu sou só um calo,
removam-me, por favor.

postado por: sagaz 11:22 AM

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Aqui desisto de todos meus desejos.
Aqui jaz meu ego cheio de insatisfação eterna
A partir de hoje me satisfaço com apenas um copo
E que esse último copo seja cheio até a boca
de anseios salivados numa ardente noite de insaciáveis desesperos.
Hoje meus poros transpiram poesia.
Seria alegria de viver?
Não sei, não quero mais...
Sentir ainda não faz parte do meu currículo,
mas já estou estudando na faculdade do amor.
Não se encaixa em nenhuma matéria, não tem nenhum professor.
Apenas toque-me,
agora acho que posso.
Talvez seja só meu racional,
ele me fez acreditar que senti,
mas não!
Não senti,
Só gozei,
e era a minha mão, não a sua.
Tenta denovo, quem sabe.
Meu ego quer, pela última vez
Antes da morte, antes de me enudecer.
Deitar na cama e se mudar totalmente,
maravilhoso mundo onírico dos sonhos.
Aqui compensam-se todos os pesares.

postado por: sagaz 12:19 AM

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Quarta-feira, Abril 09, 2003

Bijú! Feliz aniversário, meu amor.
Queria poder ir até São Paulo, só pra te fazer um strip tease especial pela data!
Mais uma vez caio na solidão, e mesmo sendo o seu aniversário e não o meu, sinto como se eu tivesse sido abandonada ou esquecida, como se não tivesse me ligado para me dar os parabés... Que estranho, minhas projeções frustradas começam a me afetar. Socorro!!! Freudianos!!! O que há de errado comigo? Será esta constante sensação de solidão é normal? Seria normal eu me projetar no meu gato como se o aniversário fosse meu e ele que não pudesse vir até aqui me "consolar"??
Ou seria apenas falta de orgasmos não provacados por mim mesma?hahahaha. AH....Eita solidão que me mata.

postado por: sagaz 11:33 AM

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Mais trampo. Faculdade é realmente meu maior problema atual. Que vontade, mas que preguiça!
Constatei hoje uma coisa impressindível para minhas conclusões mais conclusivas!!! Eu ganhaia muito dinnheiro, encheria mesmo o cú de grana, se não fosse assim, tão preguiçosa, meu Deus!
Algum homem se habilita a me sustentar? Cuido de casa e das crianças. Juro que vou malhar e fazer o melhor sexo do mundo, mas não me faça sair de casa pra juntar meu ganha-pão, por favor. Tudo menos isso.
Agráveis tardes as que fico no meu sofá assistindo desenhos extra infantis na Tv Cultura... Até quando? Até quando essa mamata vai durar? Tavelz até o dia em que meu pai ler esse blog e reconhecer meu estilo literário nos medíocres textos aqui postados...
Desculpe papai. Sei que você deposita toda sua confiança aqui, na sua estrela. Mas eu preferiria ficar o dia inteiro chapada de ácido, curtindo a beleza da vida e de ser uma dona de casa exemplar, a ter que utilizar meu talento nato para a persuasão e enganação dos menos privilegiados intelectualmente.
Se eu fosse algum professor meu, com certeza não me enganaria. "É, Raquel, você é com certeza uma excelente enchedora de linguiça"...

postado por: sagaz 11:26 AM

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Segunda-feira, Abril 07, 2003

Minha nossa! Será quase impossível explicar o que aconteceu neste fim de samana da Psychotropic, em Campinas.
Não consigo me lembrar lucidamente do que aconteceu. As imagens e sensações me aparecem como num sonho, uma quase-realidade semi-ficcional.
Libertações e regressões. Um dia mágico, cheio de papéis e personagens.
Já te agradeci por ter nascido? Eu já ME agradeci?
Meu coração está apaixonado pela vida e suas facetas. Como ela sempre prepara alguma surpresa certa!
Quero agradecer Loko, por sua nudez libertadora no meio daquela manezada psedo moderninha. E Sayuri, por querer ser filha, e precisar ser embalada nos braços de seus pais (Sato).
Gui, pela moeda de 5 centavos(aquilo significou muito pra mim). E Sato, por ter nascido e me reencontrado, um marco da minha lucidez.

postado por: sagaz 8:39 AM

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Sábado, Abril 05, 2003

Odisséia do Supermercado:
Finalmente consegui almoçar, depois de uma jornada de duas horas e meia em dois supermercados de Campinas. A merda da rede do visa electron não funcionou hoje, então armei várias tretas por uma lasagna e uma coca cola.
Pois então. Primeiro no pão de açucar... Depois no Paulistão. Um choque social.
Nunca imaginava q seria tão diferente. Até a atmosfera, o cheiro, a cor, muda. Meu Deus. Pão de Açúcar: Madames com jóias pesadas e penteados duvidosos...Paulistão: povão. Nada estético. Muita desorganização.
Me fez pensar na minha educação burguesa. Tá certo q foi-se o tempo em que eu fazia compras de 1000 reais na Forum sem um pingo de peso na consciência, mas nossa... Aquele supermercado era como entrar num outro mundo, bem no meio de um dos melhores bairros de Campinas. Poxa, q vergonha de me sentir assim. Parece q preciso desprogramar meu back ground.

postado por: sagaz 4:44 PM

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esta é alice no país do LSD.

postado por: sagaz 1:40 AM

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Sexta-feira, Abril 04, 2003

Aula de jornalismo impresso....
Um abração para meu querido professor DJ. Também, com um nome assim não podia ser mais truta. "God is a Dj"
Mais uma viagem lisérgica à espreita, neste fim de semana!!!
Será que desta vez meu cérebro virá pó? "Do pó ao pó". Só se for ketamina.
Bem, naturalmente minhas vísceras começam a revirar de pensar na missão que tenho pela frente: um casal, que não conheço, deve ter um despertar violento ocasionado com apoio de uma famosa muleta do trance: Extazy. Bom, isso não é difícil, o problema é evitar o mico da "vibe".
Juramento: "Prometo cooperar para não mais existam pessoas sentindo a artificialidade do extazy e renomeado-a de 'vibe', isso seria um insulto."
Ah, mais uma coisa, vizinhos de blog na balada! Gui, loko e sato diretamente da terra-cubo para a terra cor-de-rosa! Obrigada! Vocês são um orgasmo de criatividade ambulante. Posso meter meu dedo também? hehehehehehe
Hum, paro por aqui, tenho que providenciar várias "amigas" alices para o dia de amanhã, afinal, to a mais de um mês sem nadica de nada de lisergia, pelo menos esse fim de semana alguma coisa tem que bater.
"Amanhã será um lindo dia..."

postado por: sagaz 9:00 AM

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Quinta-feira, Abril 03, 2003

Aviso à posteridade:
eu não sou tranceira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! viu daniele?!
Acho uma bosta essa história de ser Do Trance. Uma merda, ridículo, escroto.
Adoro meus amigos que conheci na balada, mas acho pedante esse título.
Bom, isso foi só para constar.
Bjos
E até sábado, na balada de trance. hehehe

postado por: sagaz 8:18 PM

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Quarta-feira, Abril 02, 2003

http://www.zuvuya.net/sites/raveon/photos/solaris-festival/brasil/dia3/foto-003.htm
sou eu!!!!

postado por: sagaz 7:45 PM

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Frase de hoje:
Somente por hoje me calo.
O mundo fala por si só.

postado por: sagaz 9:33 AM

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Porra!
Pq às vezes somos tão contraditórios? O ser humano, e me incluindo nesta categoria, é sempre tão conflitante. Quando se está numa boa maré, boas esperanças e fé fluem com grande facilidade. Mas na tempestade é sempre assim: mais fácil me comportar como um cubo de gelo sem grandes emoções.
Porra!
Será que eu sou dura assim? Será que não dá pra ver nos meus olhos que te amo estranha e sinceramente, como nunca ocorreu antes na minha curta história de vida?
Cara, eu amo mesmo. E espero que saiba me perdoar.

postado por: sagaz 12:41 AM

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Terça-feira, Abril 01, 2003

Tive um sonho brilhante:
Estava indo num lugar onde se comia muito milho, tipo um moinho. Era muita pipoca e milho. Odeio milho, mas comi com gosto.
Depois entrei num carro bem pequeno com mais duas amigas e segui por uma estradinha muito estreita mas com uma paisagem estonteante. Paramos e fomos procurar sei lá o que. Era uma floresta muito llinda, cheia de pinheiros altíssimos, mas extremamente umida e escorregadia. Haviam animais estranhos, cobras trasparentes e gosmentas que enrolavam pelo meu corpo. me livrei dessas cobras, mas comecei a achar por todo o caminho animais maarinhos mortos. Muito repulsivo. Depois, acompanhando o rio da floresta, percebo que ele desembocava numa enorme represa com muita correnteza. Um menino de uns 13 anos diz que vai procurar a saída e pula em cascas secas e flutua no fluxo da correnteza. Desesperada eu grito dizendo que não tem saída, e que ele voltasse, nem que fosse nadando. Ele pula e sobe sobre restos de planta. Eu e minha amiga fomos picadas por diversas abelhas. Não dói, mas tomamos anti alérgico. Dá um sono absurdo, mas continuamos a tentar sair dali. Desse ponto já não lembro o que aconteceu. Mas me lembra que no fim de semana sonhei com água também, foi interessante. Levei tiros de metralhadora e caí num rio, indo para o fundo. Quando começo a respirar embaixo d'água, a sensação é de conforto e novidade. muito acolhedor...

postado por: sagaz 4:50 PM

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