.:: Alice No País do LSD ::.

Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.



Terça-feira, Setembro 30, 2003

fagocitose image.bmp
"O conjunto de mecanismos pelos quais microorganismos multicelulares se protegem de infecções por bactérias, viroses e eucariontes unicelulares é chamado de defesa do hospedeiro. Fagocitose e morte do organismo invasor por leucócitos polimorfonucleares e mononucleares foram um avanço na detecção de agentes nocivos e no braço efetor nos mecanismos de defesa do hospedeiro. A fagocitose em organismos multicelulares é um processo pelo qual células internalizam outras células, fragmentos de células, agregrados proteínas e corpos estranhos, quando há perturbação da homeostase"
Já sentiu vontade de fagocitar?
Às vezes eu queria fagocitar... No sentido menor da ação de englobar coisas, situações, pessoas, sentimentos.
Sinto saudades dos belos momento com minhas amigas vermelhas, e da minha mãe, e dos "êxtases" semi-religiosos, e de ter alguém pra dar me dar um toque sobre a vida.
O engraçado é que ainda tenho tudo isso, mas parece bem menos ou bem menos intenso do que antes. Às vezes pareço uma velha.
Às vezes uma criança.
Acho que se eu fosse uma célula, a fagocitose seria a mais natural solução.
Meu sofá me fagocita nas quentes tardes de terça-feira, embebida em chocolate e suco de cajú.

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A crença estraga a fé.
Eu já acreditei em muita coisa. Muitas vezes, algumas reles ferramentas me ajudaram a recuperar a minha fé, que humanamente se esvai no meu despoder de recriar minhas forças.
Às vezes percebo à minha volta um verdadeiro boom de crença. Muita milonga, muita pregação, pouca fé. Quem prega precisa da crença, e da reafirmação desta, para que sua pouca fé seja sobreposta às suas palavras de falso profeta.
Vejo muito pelas festas de trance muitas Radijas do Trance. Quem se lembra da novela O Clone, deve se lembrar daquela menininha, filha da Jade, que falava "INchalah! Quero marido que me dê muito ouro!" Pois bem, as Radijas do Trance são visívelmente identificaveis, pelo seu olhar de samadhi no rosto, bem artificial, por sinal, e suas maniazinhas naturebas, que na verdade não passam de camuflagem para sua chocomania e seu vício em coca-cola, sempre têm calendários de bolso(calnedário maia), e muitas vezes, em seu discursinho de profeta, soltam uns "in lack ech" ou um "namastê" associados a algum mudra para parecer ainda mais "elevado". As Radijas dizem: " in lack ech! quero marido que me dê muita vibe!"... Bem, dá pra imaginar também que elas vivam com cangas e outros panos pendurados pelo corpo, praticamente não dançam na pista, não bebem, não fumam, dizem não às drogas...
Meu negócio é rotular, destravar no interior... Existem N formas de dizer a mesma coisa... É sim uma indireta para quem vestir a carapuça; Desta história, esse papinho de Vaibe, eu tô virando professora. Been there, done that... Me dá tédio. É pobre, é fraco, na minha vida, já passou.
Se eu to curtindo o que estou, agora, e estou explodindo de felicidade, e o que eu escrevo aqui é tão incomodo assim, por favor, não entre mais, me tire da sua lista de blogs no seu site, whatever...
Só acho que em vez de ficar reclamando o tempo todo dos outros e do quanto você é sozinho no mundo, olhe-se no seu espelho de dentro. Analise suas ações... Não são as pessoas que são estranhas e não gostam de você. Mas sim você que tem alguma coisa errada. Porque não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece. Se você fosse mais compassiva, ou até mesmo tolerante, não pederia tantos "amiguinhos".
Bem, é isso. Me submeti à algo que não queria, mas ninguém te fala, então eu falo. Wake up!!!!!

postado por: ..::Sagazzz::.. 9:00 AM Comments:


Segunda-feira, Setembro 29, 2003

Logo abaixo da bochecha esquerda, uma mancha. Roxo. Me delata, me entrega, eu me entrego aos prazeres do masoquismo.
Me bate, na cara. Eu gosto.
Suas mãos afundam nas minhas costas, os dedos encravados nas minhas curvas. Me aperta, me marca, vergões do desejo.
Os fios de cabelos espalhados no lençol. Me descabelou, descalpou, adorei.
Me prende, algemas, gemidos, e promete que vai doer um pouquinho, só um pouquinho, mais um pouquinho...

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Quinta-feira, Setembro 25, 2003

Eu estava escrevendo umas coisas meio irrelevantes aqui quando meu micro deu pau. Ultimamente isso tem ocorrido com muita frequência. Acho que é porque sempre a primeira coisa que eu escrevo não é exatamente o que eu quero dizer.
O mesmo vem acontecido com minha comunicação verbal. Meus conflitos bipolares entre racionalidade e emoção tomaram uma personificação temporal. Agora eles se manifestam como adulta e infantil. Quando, em alguns casos, minha infantilidade resolve aparecer, essa minha criança interior me faz acreditar que atitudes que corriqueiramente seriam consideradas absurdas são normais. E é quando eu causo nas pessoas as reações mais engraçadas. Um dia desses meu vizinho, que vem aqui todo dia, saiu pela porta às gargalhadas falando do fundo da alma o quanto eu era louca. É, verdade mesmo, às vezes eu ajo como uma criancinha grandona. Acho que essa idéia é paradoxal, é como ver Chaves, aqueles marmanjos com rugas na cara atuando papéis caricaturados de crianças maldosas e estúpidas.
Não quero ser um animal, percebi isso hoje. O que me diferencia dos outros bichos é o fato de eu controlar meus instintos e questionar minha existência. Isso dá um gostinho colorido e macio à vida. Me questionar em primeira instância em todas as minhas respostas emocionais perante o mundo tem me ajudado a atingir bons resultados. Hoje entendi meu problema em relação ao toque em certos momentos, principalmente relacionado ao toque do seio, que é que mais me incomoda às vezes.
Nutrir, afeiçoar, unir o EU ao NÓS.
No meu leito eu sinto o prelúdio dos meus sonhos, e por eles espero, agora que aprendi a voar...

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Quarta-feira, Setembro 24, 2003

valentina cig.bmp
Vontade de me entregar aos meu desejos.

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Terça-feira, Setembro 23, 2003

É Primavera! Te amo!
Comecei a primavera com o pé esquerdo. Esse calor infernal de Campinas afoga minhas motivações, e elas, juntamente com o resto de mim, ficam jogadas no sofá, lamentando a necessidade de realizar as mais simples tarefas. Meu apartamento começa a ma incomodar, meio sujo, meio atulhado de coisas das quais eu não preciso de verdade. Mas eu não consigo arrumar, perturbada por uma constante dor de cabeça, somada ao mal estar da minha pressão baixa. Eu preciso tomar coragem, tomar um banho, tomar vergonha nessa cara.
Mas o que me resta agora é apenas meu amor, meu tesão, minha vontade de fugir junto com o Gui pra alguma praia deserta e passar o resto dos dias vendo o sol nascer e se pôr. Tomar chá na varanda no inverno, limonada no verão, crianças na areia, cozinha leve, cama movimentada.
A vida toda podia ser como meu último sábado. Um ácido, a estrada e o mar. E de quebra um gostoso sexo no chuveiro depois.
Cada minuto com ele é de extrema beleza. Minha poesia se esvai no meu sorriso, e agora não tenho mais vontade de escrever. Abstraio minhas fantasias e abdico esse mundo de imaginação em que vivo. Já não é mais necessário, já que meus sonhos agora paracem tão ao meu alcance.
Agora sim aquela música do Cazuza, "Todo amor que houver nessa vida", parece tão normal, tão real. Eu vivo esse sabor, esse balanço de rede, que não dá nem vontade de sair daqui.
Meus olhos estão pesados, acho que é o calor. Ele está longe e não tenho vontade de saber o que ele faz da vida quando está tão fora da minha realidade. Só quero ouvir seu "boa noite", imaginar um beijo e seu corpo quente na minha cama, agora solitária e estéril.
Revelo a minha intimidade pra vocês, pois acho que tudo que há de belo em mim está em explosão, o êxtase feminino, o florecer, primavera do amor.

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Segunda-feira, Setembro 22, 2003

Fim de semana de sonhos.
Um dia longe dele é muito. Na sexta cheguei em São Paulo com uma mochila exageradamente grande com roupas minuciosamente escolhidas. Eu tava com tantas saudades... E ele também.
Fomos pra casa do Gui. A mãe e o irmão dele estavam lá. O irmão dele é um menino bonito, mas um almofadinha dos mais sem naipe.
A mãe dele quase me pegou fazendo um sexo oral no Gui. Mas acho que ela percebeu a gigantesca ereção dele quando abriu a porta do quarto. Também, impossível disfarçar, aquele indiscreto membro. Adoro o pinto dele, hehehe...
Dei o presente que comprei pra ele no começo da semana. Uma cueca samba-canção verde com limõesinhos surfistas desenhados nela. Mas a maneira com que eu a dei é que foi o mais gostoso.
Eu vendei os olhos dele, vesti a cueca, e fiquei "brincando" com os outro quatro sentidos que lhe restava. Por fim, fiz com que ele tentasse adivinhar o que era o presente. Ele não teve muito sucesso nisso, mas sem problemas, o divertido foi tirá-lá depois...
A cama dele é uma delícia, tem barras na cabeceira que sugerem algo meio sado masoquista, ser amarrada alí seria perfeito.
Ele também me deu um presente. Um livro enorme do Guido Crepax. Ele é um cartunista italiano cuja especialidade são os quadrinhos eróticos, misturam sado masoquismo e orgias em geral. É genial, daqueles que dá um tesãozinho depois de ler. É o tipo de presente que mostra o tamanho da depravação de uma pessoa, e isso percebi que ele é: tarado. E adoro. Mesmo.
Acho que nunca fui tão feliz, sexualmente falando. Ele me deseja a todo momento. Isso me faz sentir vontade de fazer com ele todas as loucuras que sempre tive vontade. E tenho plena certeza que essas fantasias todas serão realizadas por ele.
Ele me ama, e eu a ele. Eu aprendi que as coisas que ele fala pra mim são tão naturais, tão impensadas, que por isso me deixam às vezes tão desconfortável. É um aprendizado, eu te dizer como te amo, sem poetizar ou montar uma estrutura analógica para me expressar como considero correto. É mais simples dizer só Eu te amo. Só isso.
Queria passar o resto dos meus dias na cama com você.

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:54 PM Comments:


Quarta-feira, Setembro 17, 2003

Regret, regards...
Eu não me arrependo. Não hoje.
Não me arrependo de ter dito ao Otto que eu o amava tanto. Eu ainda o amo. Mas não pretendo me entregar para uma vida baseada na sorte e na comtemplação. Ele ficou muito puto. Deu pra perceber. Na rispidez das palavras dele nos dois útimos emails. Ele tem raiva. Raiva de ter me amado. Raiva de ter planejado. Acho que deve pensar que eu não fiquei aqui, como uma tonta, esperando um sinal de vida dele por um mês. Ele me chamou de imatura, e disse que eu sou muito boba de ficar aqui no Brasil. Talvez ele tenha razão, no sentido de eu ser imatura. Também, o que esperar de uma menina de 20 anos? Ainda acho que me saio muito bem para uma pessoa de 20 anos, acho até que me saio bem até para uma pessoa de 25. Sem fazer muito esforço. Ele tem razão em dizer que preciso aprender a ter paciência. Mas minha vontade de abraçar é maior. Minha vontade de amar é maior. E pode ter certeza, meu amor por Otto ainda existe, num outro lugar do meu coração, como a lembrança primordial do que posso sentir por um homem. Mas agora, neste momento, a dor dele não me diz respeito e sei que não devo me preocupar, porque ele vai chegar ao ponto de superar a decepção e colher os frutos dessa verdadeira lição de vida.
Eu não me arrependo. Não me arrependo da raiva que estive sentido do Fernando por ter ficado com minha melhor amiga na minha frente. Não que eu não tenha raiva dela também, mas eu amo ela e simplesmente minha raiva fica parecendo um anãozinho perto do meu amor. Mas ele, ele é homem, e neste momento merece ser surrado no meu coração. Mas vai passar. E vão ficar só as boas lembranças e o sentimento de carinho, que eu sempre vou ter. Mas agora, neste instante, me dá mais raiva ainda saber que a única preocupação dele foi a minha declaração pública aqui no blog sobre o desempenho sexual dele. Ah meu, vai se fuder! Não confia no próprio taco? A auto-estima de um homem controe seu desempenho, em todos os sentidos.
Eu não me arrependo. Não de ter me apaixonado tão perdidamente e tão rápido pelo Guilherme. É verdade que muitos que passaram por minha vida me fizeram sentir muito apaixonada. É verdade também que eu me apaixono por todos eles. Mas não sei o que me deu. Me sinto totalmente correspondida pelo Guilherme. E desta vez, o risco de ele mudar de idéia é mínimo, já que experiência em relacionamento ele tem de sobra, como eu, e fiz questão de deixar bem claro minha situação com o Oren, que tinha um comportamento como o dele no começo. E depois, adeus...
Porque tantos homens me colocaram num pedestal? E porque isso ocorreu depois de me decepcionarem e acabarem com meu mundo? É sempre igual. Sempre acabo meio rejeitada, desprezada, e um tempo depois, viro deusa, mulher perfeita, a amante dos sonhos. Eles me querem como sua esposa. Mas antes disso, precisam testar a amplitude de sua imaturidade no meu amor por eles. Eu nunca, nunca mesmo, me casaria com algum deles. Esses homens, que me fizeram querer morrer, acabar com a minha própria vida, apagaram meu brilho. Hoje eles me ligam, são meus "amigos", pedem conselhos, me olham com idolatria, ainda me sugam como antigamente.
Eu sempre achei que merecia um homem apaixonado, amigo, romantico, safado, realista, explorador do mundo, sonhador, obstinado. Eu sempre quis alguém me enchergasse além do meu corpo, do meu rosto, da minha inteligência. Sempre quis alguém que cuidasse de mim como se eu fosse uma criança, e decidisse algumas coisas no meu lugar, tivesse iniciativas. Eu queria alguém que tivesse um desejo infinito de mergulhar no meu sexo, mas me respeitasse mesmo na depravação. Eu queria um homem que me pedisse em casamento de joelhos, com um anel de diamantes, num momento totalmente inesperado.
Eu tenho esse homem comigo. E eu sinto que hajo com ele exatamente como eu gostaria que ele agisse comigo. Acho que é isso que eu quero, na verdade. Poder agir deste modo. Apaixonada, infantil, amiga.
O resto acontece, naturalmente. O sucesso é garantia.

postado por: ..::Sagazzz::.. 7:35 PM Comments:


Carlos:
Quem quer que vc seja. Porque entra no meu blog, anyway?
Se ele é tão brega, se se incomoda em fazer cometários babacas e estúpidos, porque perde seu tempo?
Só pra te avisar, todos os comentários deixados por você serão deletados até você tomar vergonha na cara e falar diretamente comigo, se identificando, pelo email psyraca@yahoo.com.br
Estamos entendidos?
Então beleza.

postado por: ..::Sagazzz::.. 8:49 AM Comments:


Terça-feira, Setembro 16, 2003

A perfeição bateu à minha porta.
E na soleira da perdição fui resgatada e agora amo de norte a sul no meu corpo.
Gui, você não tem medo da potência destrutiva que a paixão pode ter. Juro que não te devorarei. Seus olhos só me dizem as verdades mais simples que eu sempre desejei pra mim. Não tenho mais a mínima vontade de ser um único indivíduo, se quando estou com você, estou com todas as estrelas do universo. E o vazio tão completo da amplitude do possível, faz do meu amor um camafeu de marfim. E agora eu uso-o pendurado no meu pescoço, com seu nome gravado na parte de trás.
Me dá até medo pensar em algum dia ficar sem você, e queria que todas as manhãs fossem de preguiça na cama, roçar no seu corpo e agradecer a Deus por ter conversado com você naquele dia.
É como se eu tivesse encontrado toda a fórmula essencial da felicidade à dois. E a vontade é de multiplicar essa felicidade, plantar nossas sementes, vê-las crescer. Bebês, crianças, jovens. Nossos filhos, nosso esforço em fazer continuar o amor que flui dos dois.
Seu sexo germinou minha feminilidade. Quero ser seu corpo, e sentir sua pele nos momentos de desespero e depravação. Já são incontáveis as horas que passamos de prazer, como se a medida do tempo fosse minhas lembranças de você tendo mais um orgasmo. Vou te experimentar, te mergulhar, realizar toda nossa intimidade, expressar meus sentimentos através do cheiro que exalo, do calor da pele, da aceitação e deleite do estranho gosto pela dor. Bate na cara, me beije, não se mexa, goze. Não importa. Minhas bochechas continuarão a ficarem vermelhas na hora da explosão. Seus olhos se fecham à cada gozo, e um supera o outro, em experiências de prazer. Meu laboratório sensual.
Eu te amo, e farei planos, criarei expectativas, eu não aprendo mesmo. Mas sei que desta vez será diferente. Pra mim e pra você. desta vez a coragem e a vontade de fazer dar certo se reúnem ao nosso favor.

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:17 PM Comments:


Postulado de regras de conduta subentendidas na relação de amor e amizades entre mulheres:

- Amar é compreender, ou, no mínimo, aceitar.

- A relação entre duas mulheres sempre se sobreporá a relação entre uma mulher e um homem.

- Mulheres devem sempre se apoiar neste mundo cruel.

- Os homens respectivos devem ser preservados do nosso comportamento sexual devorador.

- Os ex respectivos devem ser poupados por, pelo menos um mês, ou até adquirir uma posição oficial de despresado pela vítima, a amiga em questão.

- Nos momentos de raiva, a sinceridade deve predominar, com chances de pedido de desculpas posteriormente.

- Deve-se admitir sempre que existe uma diferença no relacionamento feminino, e esta diferença é o bom senso e a sensibilidade.

- Perdoar as amigas, mas não esquecer as pisadas de bola.

- Castigar os homens, pelo menos os que merecerem castigo.

postado por: ..::Sagazzz::.. 9:44 AM Comments:


Sexta-feira, Setembro 12, 2003

À um novo amor.
Me sinto num momento de transição. Me falta coragem e até mesmo vontade de admitir certas coisas, abdicar outras e seguir em frente.
Eu sinto mais do que nunca que eu AMO o Gui e não me importo nem um pouco o julgamento de muitos sobre eu ser volúvel nos meus sentimentos. Viver assim não me tem feito mal algum. E consigo extender minhas emoções para todas as pessoas receptivas à elas. É claro, existem pessoas com uma incapacidade violenta de receber um pouco de amor. É o caso do Fer, e até mesmo do Oren. Mas achei meu swami, e agora posso me realizar no deva da expansão inabalável do amor.
Estive com ele denovo, o Gui. Foi ótimo, mas não tenho muita vontade de descrever aqui todos os momentos especiais que temos juntos. Eu tive uma sensação muito interessante quando fui no apartamento da irmã dele em sampa. Senti que viveria com ele facilmente, acho.
Eu tenho muito medo, na verdade, de a mesma cena se repetir, mais uma vez. A mesma coisa que aconteceu com o Oren. De repente sou a mulher da vida dele, e do nada, sou a namoradinha de segundo plano.
Eu imagino que dentro da cabeça do Gui passe fantasias de harmonia e perfeição na nossa relação, e com certeza eu devo preencher em primeiro plano as vontades dele numa mulher idealizada depois de experiências dolorosas no amor. DIga-se de passagem, ele teve umas bem ruins.
Eu acho também incrível que ele repita as frases que já eu tanto disse e que tantas vezes afastou homens sem coragem de perto de mim. Quero ter filhos, e dinheiro pra cuidar deles, não tem porque investir numa relação sem futuro. São coisas que geralmente apavorariam um menino de 22 anos, mas desta vez quem disse tudo isso foi ele mesmo. E pra dizer a verdade me apavorou. Porque diferentemente do Oren, o Guilherme quer as mesmas coisas que eu, exatamente. Agora só falta uma pitadinha de realidade na vida dele, para trilhemos exatamente a mesma estrada.
Estar com ele faz meus sonhos estarem tão mais próximos e possíveis do que eu jamais imaginei estar. Ele me eleva ao nível dele, não me sinto muito mais do que ele. Me sinto possível.
Mas agora um dilema surgiu depois de ontem. Estávamos na cama, curtindo um aconchego embaixo das cobertas, quando quem liga? Otto. Sim, bem num momento totalmente onde ele não estava perto no meu coração. Ele disse que vem pra passar dezembro e janeiro, e perguntou furtivamente se eu queria que ele fosse. Não consegui respoder, me faltou objetividade. Foi uma conversa curta, a linha caiu. Por alguns segundos me senti suspensa num esvasiamento mental, não sabia se ria ou chorava, não tive reação.
Depois comecei a tremer, um terremoto desesperado num momento de decisão. Eu já havia decido, sabia disso. Mas admitir que estou prestes à abdicar a única forma de amor que eu conheci para viver outra, mais nova e intensa ainda, me retraiu, covarde numa caverna cinza.
Guilherme foi de uma maturidade impressionante. Eu percebi naquele momento que o amor dele por mim é tão puro. Ele foi um amigo como mais ninguém foi. Ele me entendeu e transcendeu os desejos humanos dele. Foi a coisa mais linda que alguém já fez por mim.
Hoje eu escrevi um email pro Otto. Nele eu disse que não viesse pra cá por minha causa, pois eu não irei abdicar da minha vontade de viver algo mais maduro, mais real, pela incerteza de um amor de férias por um homem do mundo. Me dói ter que fazer isso, ainda mais com as lembranças que temos dos poucos momentos que passamos juntos. Mas eu agora estou pronta para viver o que eu sinto no momento. E no momento sinto que eu sempre estive com o Guilherme, e é com ele que quero continuar.

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:17 PM Comments:


Terça-feira, Setembro 09, 2003

Homenagem à minha amizade sensual com a loira mais linda do trance:
Duas rainhas num tabuleiro sem jogatinas
Uma negra uma branca
Se misturam num jogo yin yang onde não existem vecedores ou perdedores.
Meu sexo deseja suas curvas
Seus olhos mergulham nos meus
As rainhas levantam sua bandeira
Saliva, boca, sem senso de direção
Enquanto quadris desviam das forças masculinas
explodem de tesão, força feminia
e brincando de criança.
Cheiro de pescoço, rainha branca
Cintura de serpente, rainha negra
Enlaço de conveniencia
Rebolado egipsio
Belezas gregas num xadrez
Cavalos, torres e reis
E as Rainhas,
Que reinam solene em sua plena amizade sensual.

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Segunda-feira, Setembro 08, 2003

Afinal, uma chance de fazer certo.
Eu fui pra casa dos meus pais esse fim de semana.
Estava frio e sol, e tudo como sempre é.
Mas minha mãe me levou num almoço. Um almoço nada a ver, com pessoas nada a ver. E lá, em meio a velhos ricos e crianças mimadas eu conheci um cara.
Eu julguei-o, evitei-o, desviei meu olhar, que sempre encontrava com o dele. Mas a atração era inegável. Somos jovens e belos, e éramos só nós dois, em meio a uma atmosfera favorável às conversas casuais.
Incrível como minha mãe percebe as coisas. Vendo que por muito tempo nós nos olhavamos sem tomar uma atitude, ela, a bruxa mãe, me puxa de um lado e ele do outro, e nos põe juntos pra conversar.
Não demorou dois minutos, e estávamos em altos papos. Ele também curte trance. E existencialismo. E yoga. E crianças. E conforto. E eu tentado afastar toda e qualquer idéia maliciosa da cabeça, enxergando apenas o menino que ele é.
Mas foi inevitável. Foi assustador. Nós nos entendemos tão bem... É impressionante.
Ele disse que eu sou tudo que ele esperava da vida. Eu acho isso também. Ele alguém por quem eu seria capaz de esquecer o Otto, e viver o amor que eu tanto espero com um pouco mais de estabilidade e maturidade do que viveria com o Otto, já que ele é do mundo, e de lugar nenhum.
O nome é guilherme. E ele não tira os olhos do meu rosto. E me abraça como se eu fosse um bebê. Me deseja o tempo todo, e é sincero e mais corajoso na hora de assumir suas falhas de personalidade.
Eu me senti segura, mas um medo ridículo me freia a ponto de não conseguir ser metade do que eu sou capaz.
Guilherme é a minha chance. Agora posso viver a todo vapor o amor que um homem e uma mulher podem dividir em toda sua simplicidade.

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:30 PM Comments:


Sábado, Setembro 06, 2003

Oi Leo. Obrigada pelo comment. Este tipo de comment me deixa muito feliz. Não pelo que vc falou à respeito de eu ser iluminada. Eu não acho que eu seja. Acho só que engano bem. Sou muito como você ou qualquer outra pessoa. Mas sei que tenho um jeito peculiar de ver e viver minha vida, o que não me torna uma pessoa necessariamente iluminada.
Eu não sou do Rio, moro no estado de São Paulo, em Campinas, a terra cor-de-rosa. É verdade essa história de que aqui só tem viado. E caipira. Não que eu não seja caipira, afinal sou de Pindamonhangaba...
Eu acho que todo mundo devia tomar um ácido uma vez na vida. E particularmente queria que muitas pessoas tivessem essa experiência ao meu lado.
Uma viagem de ácido é sempre uma surpresa pra mim. Nunca sei o que pode acontecer.
Ultimamente não tenho tido viagens muito importantes. Acho que minha energia psiquica está muito introspecta nos ultimos tempos.
Parece estúpido, até pretencioso, mas já tive viagens muito especiais de ácido e outros psicoativos, viagens que mudaram minha vida pra sempre.
Eu queria que todos tivessem viagens como as minhas. Quando encontro uma pessoa tendo uma viagem importante, e olha que eu percebo só de olhar, adoro participar e tranquilizar a pessoa em questão. Embarcar neste mundo de busca associada aos psicotomiméticos pode ser muitas vezes solitário. Mas na verdade é exatamente a mesma coisa que acontece com todo mundo um dia. Quando você entra numa viagem dessas pela primeira vez, encontrar alguém que já passou por tudo aquilo para te ajudar é muito reconfortante.
Sabe Leo, eu nem imagino quem você seja, mas me deu vontade de falar isso: Ás vezes, aliás muitas vezes, eu sinto a dor do mundo em mim.
É meio piegas, talvez, eu dizer isso.
Mas às vezes a solidão do ser humano é tanta, que encontrar alguém tateando na escuridão no mesmo local e hora que você é como se encontrar nos olhos de quem se ama.
Obrigada pelo interesse. Eu também quero saber de você!

postado por: ..::Sagazzz::.. 12:55 AM Comments:


Quinta-feira, Setembro 04, 2003

Hoje eu lembrei de uma música do Cazuza que pra mim é como se ele tivesse xerocado minha alma e musicado da melhor maneira possível. Eu acho que nela se resumem todos os meus anseios, e vejo agora que são tão simples e normais quanto o de qualquer pessoa.
Então vai aí, do eterno Cazuza:

Todo o amor que houver nesta vida

Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Com sabor de fruta mordida
Nós na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente não vive
Transformar o tédio em melodia
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia
E se eu achar a sua fonte escondida
Te alcance em cheio o mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão, e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:55 PM Comments:


Quarta-feira, Setembro 03, 2003

Aberrações à parte, minha ânsia por sexo nos últimos dias superam qualquer paixão doentia.
Nestes momentos percebo o nível da minha depravação, chegando a ocupar mais 80% do total de boas idéias que tenho durante o dia. O que acontece? O sol está em virgem, a lua em peixes, acho. Nada que influencie meu signo assim, tão incisivamente.
Hoje eu seria capaz de loucuras. Hoje eu explodiria de tesão apenas com um olhar de desejo lançado sobre meu corpo. Um toque, um beijo, uma carícia, seria suficiente. Hoje me sinto quase polimorficamente perversa. Realizaria todas minhas fantasias, gastaria minha saliva numa pele macia, machucaria as costas de um macho faminto.
Faria minhas refeições todas na cama, em cima de um corpo cansado. Experimentaria sensações térmicas, gelo e chá quente.
Eu pensei em quase todos os homens que de alguma maneira me atraem sexualmente, os com quem estive e os que não conheço muito bem. Na verdade, se eu me esforçasse, até conseguiria realizar meus violentos desejos de hoje, mas começo a perceber que sou mais uma pleasure delayer (prolongadora do prazer).
Porque sofrer com o tesão dilascerante que me toma, se o bom sexo existe tão próximo? Eu quero, eu tenho gosto pelas coisas quase impossíveis.
Otto, Fernando, Oren, comprometidos, distantes, displicentes... Todos, uma série de problemas externos à eminente necessidade de Eros, patologia freudiana da falta de moral. Procriação, felatio, cópula, eu e você numa cama e mais nada. Dançar, seduzir, salivar...
Tendo orgasmos de poesia eu fico sozinha numa quarta feira no meu apartamento solitário, assistindo ao Grammy latino e comendo pão com manteiga. Alexandre Pires está cantando e é lixo.

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:22 PM Comments:


Estou fraca nas minhas produções. Não tenho tido muita vontade em geral. Mas vai aí uma composição mais antiga:

São sete da manhã,
Droga! Ainda nem abri os olhos.
Vou lembrar dos meus sonhos
as que tive esta noite.

Ontem sonhei que tive um dejavú
Escandaloso, acontecerá semana que vem.
1- pessoas numa sala
2- eu beijo você
3- risos, risos, uma lágrima feliz.

Ah já aconteceu,
é, o que eu sonhei.
Daqui uma semana serei feliz denovo
Nadarei naquela lágrima que você viu

Nos meus sonhos
tenho dejavús
Nossa, tive um agora mesmo.

Mais uma lágrima caiu
Já sei o fim do sonho
Só não me lembro do que senti.
Talvez uma mescla,
um eufemismo para o fim da paixão (começo de amor...)

Droga! Já são sete e meia.
Atrazada, denovo.
"Desculpe o equívoco,Deus,
perdi o bonde da vida ..."

Já tenho a desculpa,
agora é só concentrar, voltar atrás.

Relógio maldito!
Não dormi o suficiente,
são sete horas!

Não eram sete e meia?
Acho que era mais um sonho...
Enfim, o último da noite.
Será que vai acontecer?

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:42 AM Comments:


Segunda-feira, Setembro 01, 2003

Fernando,
hoje depois que nos falamos fiquei pensando nas poucas lembranças que eu tenho de você. São muito poucas, realmente.
Eu queria ter tocado mais seu rosto e ter olhado nos seus olhos com mais sinceridade. Ter feito amor, ter cantado pra você. Ter feito massagem, tomado banho juntos, beijar por horas e te ver domindo.
Eu queria poder ter trocado declarações de amor e carinho, e que você me procurasse quando estivesse triste ou com medo, ser teu porto seguro. Queria ter conhecido seus hábitos, sentido o carinho no seu olhar, deitar no seu colo.
Teria te levado pra viajar, iria pra praia, te esperar na areia. Iria aguentar seus problemas e aceitar suas manias.
São tantas as minhas fantasias, acho que por isso mesmo que fica essa dorzinha de coisas não realizadas. Não é você. Você não é muito diferente de muitas pessoas que eu conheci. Mas alguma coisa me fez sentir uma vontade de vasculhar sua normalidade. Eu vi um monte de segredos em você. Eu não vi a possibilidade que existia da minha personalidade não tocar você. Eu acreditei tanto, confiei tanto no meu taco, que não levei em conta.
Você é lindo, vai ser um puta namorado pra alguém um dia. Só entenda minha frieza agora, preciso expurgar você da minha mente, restituí-lo na posição de amigo, e te afastar dos meus desejos sexuais e emocionais. Ou não.
Ainda me resta uma esperança, por mais estupidez que soe, ainda espero por redmissão. Arrependimento, reconhecimento, vontade, gostaria de poder sonhar com isso, alientar uma paixão platonica, mais uma, afinal.

postado por: ..::Sagazzz::.. 8:18 PM Comments:


A festa foi linda. Todos meus amigos estavam lá e o som foi mais que perfeito. O lugar é lindo, tava frio, mas dançar foi a solução e depois de alguma sacudidas na pista, minhas roupas foram encurtando até se resumirem à uma sainha e um top.
A energia de serpente tomou conta de mim. Sexualidade era o grito do meu corpo. Acho que às vezes esse meu corpo se utiliza desta energia pra me impedir de realizar algumas missões. E foi isso que aconteceu.
Não consegui puxar conversa com o fernando sobre aquele assunto. Acho que nem rolava também, naquel festa, os dois locões... Mas acho que nos resolvemos agora. Acabei de conversar com ele, acho que é o fim. Estou chorando. Triste não sei com o que. Nem o conhecia direito, mas senti um carinho imenso por ele, me vi nele, de alguma maneira. Como sempre.
Achava que a atração sentimental seria mútua e fulminante. É, acho que a minha carência está começando a me atrapalhar.
Não to conseguindo escrever...

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:42 PM Comments:




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