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.:: Alice No País do LSD ::.
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Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.
Segunda-feira, Novembro 24, 2003
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Meu aniversário foi definitivamente o melhor que já tive na vida.
Culminou com o fim da minha deprê, no domingo. Perfeito.
Foi pra breja e pra Shakti e tava irado. Dancei até. Muitos amigos e meu amor.
Ganhei presentes maravilhosos e parabéns muito sinceros. Fiquei especialmente feliz com o recado que o Clau deixou no meu celular.
Até minha sogrinha me deu presente. Chiquérrimo por sinal. Uma caixa da Lo'ccitane cheio de sabonetes e outras coisas bem cheirosas.
Meus pais vieram me ver aqui no sábado. Tivemos a melhor conversa! Falei dos meus planos com o Gui e eles deram o aval de aprovação. Isso foi realmente importante.
Domingo eu fui na Magikland e tava show. Parece que quando tudo está bem eu não tenho muita vontade de escrever.
Meu irmão chegou do Canadá e deve estar uma bola gorda. Estou louca pra vê-lo logo.
Estou indo hoje pra Sampa, encontrar o gringo pra pegar umas compras...
Aí Robinho, logo estarei te mandando um presente!
Muitos beijos à todos...
postado por: ..::Sagazzz::.. 11:48 AM
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Sábado, Novembro 22, 2003
Quarta-feira, Novembro 19, 2003
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Hoje aconteceu algo além da imaginação...
Fazendo um flash back, ontem eu estava assistindo "O troco" no SBT. Um filme que eu acho ótimo. Tem todos os elementos de um filme holywodiano: muita violência, fotografia de vídeo publicitário, sexo, putas e mafiosos... Mas mesmo assim, Mel Gibson e tudo, não que isso importe, mas é um bom filme.
Mas eu dormi. Capotei, na verdade.
Sonhei no sofá com meu amigo Wagner, a voz dele, e uma piruca esquisita. Quando despertei entendi porque sonhei com ele. Estava passando um programa regional chamado "Negócios e oportunidades". Ele é apresentador lá, e meu sono foi embalado por falantes apresentadores pagantes de pau num programa mau produzido.
Anyway, acordei meio babando, meio tonta, delisguei tv, luzes, deitei na cama e desliguei meu cérebro.
De manhã, acordei correndo, me vesti, escovei os dentes, e procurei incessantemente por meu maço de cigarro. De um lado pro outro, falando sozinha, eu desisti, me sentindo uma louca ou uma usurpada. Comecei a achar que tinham entrado no meu apartamento e ri sozinha desta idéia tola.
Dia normal na faculdade, poucas pessoas sabiam do meu aniversário, mas no big deal. Eu mesma odeio dar parabéns. É sempre a mesma coisa: "Muitas felicidades! blá blá blá...."
Bem, eu voltei pra casa e depois que o cara da água troxe o galão e eu fui encher uma garrafa pra por na geladeira, quem estava lá? Sim, meu maço. Marlboro, vermelho, na prateleira lateral, junto com a mostarda e a maionese.
Meu, como aquilo foi parar ali? Me fala, me conta. Confesso que de manhã achei estranho encontrar meu isqueiro preto encima da mesinha da cozinha, mas tudo bem. Mas meu, o maço na geladeira??? Por um instante parecia um sonho, ou uma viagem de ácido. Talvez um flash back. Daria uma boa fotografia de propaganda anti-tabagismo.
Talvez fosse um aviso. Acho que sonambulei à noite. Atividade cerebral extra durante o sono. Talvez um aviso da minha mente pra eu parar de fumar, montado por mim mesma. Talvez um aviso do além, dos espíritos, de alguma maneira seco e direto.
Feliz aniversário pra mim.
Vou na balada hoje. Wish me luck!
postado por: ..::Sagazzz::.. 5:55 PM
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Terça-feira, Novembro 18, 2003
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Os dias tem uma caleidopsia parda, nos ultimos tempos.
Me preparo para o pior, e o melhor, quem sabe?
Não quero mais sair de casa. Não me sinto numa prisão física. Me sinto no útero do universo. Gestação. Logo serei uma nova mulher.
Do mundo não sei. Não tenho sentido coisas muito boas. Na verdade, tento não ser mais tão abstrata ou fantasiosa. Estamos vendo o que acontece, não?
Não estou triste por algo em específico. Não consigo mais chorar.
Não tenho medo de morrrer. Não sinto saudades de ninguém, na verdade.
Gosto de pensar nos amigos por acaso, e encontrá-los por acaso.
Fico triste com falsos abraços. Fico feliz com as novas reações que venho obtendo.
Gosto de lembrar das pessoas queridas.
Acho que eu não vejo o mundo, eu vejo as pessoas. E procuro constantemente um reflexo de mim, em cada um de vocês. Saber que, apesar de optar pelo isolamento, eu não estou sozinha.
Os pássaros ainda me emocionam.
Estou com muita vontade de ter filhos e escrever um livro, logo.
Esta semana desejei que pudesse dormir pelas próximas duas semanas.
Amanhã é meu aniversário e não tenho muita vontade de celebrar.
Estou esperando de camarote pelo acontecimento do universo.
Vocês não?
Estão sentindo?
Dor, medo, esperança?
Não se preocpem, estou bem e não estou preocupada com vocês, sei que se sairão bem nessa.
Estão sentindo?
Será que é este ano que acontece? A mundança... não sei. Meus sentidos estão afiados.
Dá pra ver, nos olhos de quem ainda não percebeu, a morte, o fim. Ou o renascimento de uma nova era pros protohumanos que somos, geraremos os filhos que mudaram o mundo, não?
Um beijo de natal, o novo natal.
postado por: ..::Sagazzz::.. 3:11 PM
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Segunda-feira, Novembro 17, 2003
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Marés secas, minha idéias também. E a garganta, de tanta tosse, e pesadelos, e encruação.
Não me lembro de me sentir mais estranha do que me sinto nestes dias.
Não sei exatamente o que me aflinge. Só sei que desde terça feira não consigo dar um sorriso daqueles que eu gosto. Aqueles que me surpreendem com a sensação inevitável de espontaneidade. Desde algum tempo eu não consigo me achar bonita, ou legal, ou inteligente, ou interessante.
Desde algum tempo eu não gozo como gozava antes. E isso é pertubador.
Minha energias todas se voltaram para dentro, para o escuro, o ínfimo.
Ontem uma explosão inflorenscente desabroxou uma parte de mim que eu não conhecia. Quis gritar de desespero. Me senti perdida e sem rumo nenhum. Tive medo, senti a possibilidade na cara, mesmo.
Agora eu ando meio vazia, meio cheia de nada.
Volta a vida normal, mesmo sem muitos motivos pra continuar. Estou sem sono, mas não dormi a noite inteira.
postado por: ..::Sagazzz::.. 9:27 AM
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Terça-feira, Novembro 11, 2003
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Eu ando meio sem tempo ou vontade pra escrever aqui.
Meus dias têm passado meio que rapidamente e dolorosamente.
Não estou nem um pouco afim de faculdade. Nem de balada. Só queria poder domir mais. E ficar mais com meu namorado. E com minha família.
Mas meus dias são um quase nada esperando alguma coisa acontecer.
Acordo às sete e meia. Abro a janela da sacada e lamento as horas. Faço um café com leite e tomo na minha xícara, olhando para a pouca sujeira do meu apartamento, achando-o uma pocilga imunda, mesmo sabendo que é só mais uma neura minha com limpeza.
Como pão amanhecido, eu prefiro. Com mateiga. Sou uma menina pão-com-manteiga.
Na aula eu sonho. Eu durmo na carteira, finjo que presto a atenção, finjo estar viva e desperta. Finjo gostar mais dos colegas do que realmente gosto. Engano a mim mesma. Chego em casa e sinto o peso da obrigação de estudar pra prova. E fazer os trabalhos, e as pesquisas e entrevistas... Eu não agüento tudo isso. Queria fazer o que eu gosto. E receber dinheiro por isso.
Às vezes passo a tarde inteira sem conseguir levantar do sofá, depois do almoço. Às vezes fico aqui, na internet, fazendo a mesma coisa que faço quando não estou aqui. Nada.
Eu fico sonhando. Até a noite. O que me salva é o serviço de casa. Lavar a louça, as roupas, varrer, tirar o pó... Eu gosto disso. Gosto de limpar e organizar. Gosto de perceber como eu consigo fazer minha casa funcionar de verdade.
À noite não consigo dormir. Fico até altas horas vendo tv, ou na net, ou alugo uns quinhentos filmes e fico vendo, vendo, vendo...
Até quando?
Precisarei eu tomar uma xícara de chá quente todas as noites, mesmo com esse calor, para conseguir ficar com o corpo mole, relaxada, e forçar minha entrada no mundo dos sonhos?
Parece mais um pesadelo. Acho que acabo de entrar em mais uma onda de depressão.
A cama é quente demais, e vazia, e frígida, nestes dias... Já não gozo mais do potencial orgásmico do meu corpo como antes. Algo acontece comigo. Não sei. Só sei que poderia passar as próximas semanas em um feitiço de fenix, adormecida, enfeitiçada.
Semana que vem é meu aniversário. Não sinto grandes emoções em relação a isso. Acho que só saberei o que é aniversário quando minha idade se equiparar com meu caráter. Agora, tudo parece tão ridiculamente previsível...
As pessoas, os acontecimentos, o que vem a seguir. É óbvio, tedioso. Já sei o fim desta história. Quais as surpresas, se tudo que acontece já era o esperado?
Não que isso me incomode. Estou na nas nuvens em relação ao amor. Mas sinto falta dos meus extases de jovialidade, como correr num campo de trigo ou me colocar no topo de uma queda de cachoeira. Estou uma velha. Uma velha de 21 anos.
Aquelas velhas que andam com pessas mais novas e sua única reação às coisas é um virar de olhos de tédio. Been there, done that.
Nenhum filme surpreendente, nenhum novo valor agregado, nenhuma experiência exorbitante. Apenas o amor me alimenta como combustível motivacional.
Fora isso, não tenho histórias pra contar. E quando eu encontro alguém que não vejo a muito tempo, caio na mesmice de responder a retórica pergunta "tudo bem?" com um seco e descontínuo "sussa..." Mais vago, impossível.
Acho que eu não sei se está tudo bem comigo.
Tudo bem? Sussa...
postado por: ..::Sagazzz::.. 3:41 PM
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Terça-feira, Novembro 04, 2003
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No fim de semana eu fui pro Guarujá com o Gui.
Tava chovendo, mas foi uma delícia.
Deu pra dar um mergulho no mar, mesmo com toda minha frescura com água fria. Nadar é mesmo uma delícia. Mas aquela praia que o Gui já me levou outra vez, mesmo sendo linda, tem suas desvantajens. A- não tem um chuveiro de água doce. B- é muito longe. C- o pior: tem muuuuuito borrachudo.
Mas imagino que ainda teremos momentos inesquecíveis lá. É uma praia daquelas ideal para um luau particular à dois, hehehe...
Bem, o que aconteceu de singular desta vez foi ir jantar numa pizzaria na praia do Guarujá e cruzar o Oren.
É, o dito cujo, Oren.
Ele inacreditavelmente fingiu que não me viu, mesmo eu estando sentada na mesa ao lado da que ele se sentou. Eu, claro, covardemente, resolvi fingir que não vi também, pra ver se ele vinha cumprimentar. O Gui parece que ficou meio curioso. Eu expliquei mais um vez o que aconteceu. Toda vez eu conto essa história, eu mesma não consigo achar um sentido lógico pra tudo o que aconteceu. Só sei que foi absurdamente sem sentido.
Pois então, o Oren estava na mesa ao lado, com um bando de amigos mais idiotas impossível, e esses caras estavam falando de mulher. Notava-se bem um dos meninos, exaltado no tom de voz, cantando de galo, como se todas as "minas" da balada pulassem em cima do pau dele. Os outros riam constragidos. O Oren permaneceu mudo, talvez petrificado, com o desviar de olhos da medusa sentada na mesa ao lado, eu, parceira de meu posseidon, Guilherme.
Imagino que ele deve ter se queimado por dentro, talvez raiva, inveja... Considero também a possibilidade de uma total apatia da parte dele, o que foi comum na postura dele quando terminamos.
Acho que ele deve ter ido embora de lá congelado, paralisado, preso numa rede de vento. Deve ter saído de lá com vergonha dos amigos idiotas e de ter feito as coisas que fez.
Não me importou tanto tudo isso. Eu estou tão bem acompanhada, tão feliz.
Estou viciada. Eu queria que ele estivesse pelo menos no meu campo de visão, o máximo de tempo.
Achava que isso não iria acontecer. Acho que ele está gostando do fato de eu estar tão apaixonada quanto ele. Definitivamente é o grande Amor.
Ontem pensei em nossos filhos...
postado por: ..::Sagazzz::.. 12:19 AM
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Domingo, Novembro 02, 2003
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Me dá raiva escrever aqui.
O que eu faço aqui não é arte. Eu faço vida.
É quase um Big Brother não editado das coisas mais incríveis que acontecem no dia a dia.
Ultimamente tenho me pegado "escrevendo" nesta merda nos momentos mais errados.
Penso nos textos, as palavras, a estética.
E quando chego em casa e conecto nesta rede, nada sai. Nada do que deveria. NADA.
Meus textos mentais estão adquirindo cada vez mais e mais propriedades imagéticas paupáveis, quase filmáveis.
Me vejo escrevendo neste blog através de uma câmera de cinema. Minhas narrativas sonorizadas pela minha própria voz, dando o tom, e todo o sentido dos meus pensamentos.
É tudo muito artificial. Eu me aproprio das idéias que simplesmente passam pela minha cabeça, como passam na de vocês também. Nada de extraordinário.
Porém, mesmo sendo o que acontece comigo o mesmo que rola com qualquer pessoa deste mundo, naquele momento em que aconteceu eu já estava lá, escrevendo, na minha cabeça...
Hoje, à pouco tempo atrás, eu estava indo comprar cigarros quando pensei... Eu devia instalar um microship de memória na região do meu cérebro responsável pelo meu raciocínio verbal. Assim ele registraria todas as barbaridades que eu narraria, e de noite eu só faria um download das minhas idéias, pra eu editar e por aqui.
Pra ter uma idéia, nestes dez minutos que gastei pra ir até o posto, de carro, comprar o cigarro e voltar, eu tive uma idéia brilhante pra umm texto, e esta, já se foi, junto com o primeiro cigarro...
Falar de vida é fácil. Pra mim tem sido fácil vivê-la.
Não tenho muito do que me orgulhar, mas tenho dado meus pulinhos, plantando minha semente, ou simplesmente esboçando um sorriso de satisfação por estar ao lado de todos vocês.
Mas minhas idéias são muito maiores do que eu tenho sido capaz de escrever aqui. Só pra vocês terem uma idéia, leiam os arquivos.
Cara, tem uns textos muito bons lá. Eu até me estranho, me pegando assim, incapaz de criar.
Acho que ando mais capaz de fazer do que de criar, simplesmente.
Estou me sentindo num filme. Esta sensação vem denovo. Todos os dias. Um filme bem dirigido. Isso é tão clichê!!!! Mas, o que eu posso fazer?
Meus olhos são duas câmeras carentes de um diretor.
postado por: ..::Sagazzz::.. 11:21 PM
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