.:: Alice No País do LSD ::.

Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.



Segunda-feira, Dezembro 29, 2003

Nao vou mais escrever aqui esse ano, hahaha.
Ate depois das festas!

postado por: ..::Sagazzz::.. 3:11 AM Comments:


Segunda-feira, Dezembro 22, 2003

Dias atribulados, é natal!
Este fim de semana foi algo de interessante.
Na sexta feira fui na Universidade São Marcos e me apaixonei. O prédio é antigo. Cheira à história. Estimulou minhas fantasias. Adoraria cursar minha nova faculdade lá. Mas não sei se eles aceitarão a transferência. De qualquer modo, vou tentar a Unip, minha última opção. O importante é dar essa guinada, o mais rápido possível.
Sábado à noite ficamos eu e o Gui navegando na internet. Achei uns sites muito loucos. Inclusive o de um filme. Naveguei por ele boa parte, o que logicamente me instigou a assistir o filme. Recomendo!!! Chama-se Donnie Darko. Na verdade, eu ainda não entendi o filme direito, não sei se existe apenas uma interpretação pra ele, mas mesmo assim é fantástico.
Aliás, alguns dos meus filmes favoritos: Lucia e o sexo, Waking life, Grandes Esperanças... Cara, são tantos... Assistir filme ocupa 40% da minha semana.
Domingo, Higher Spirit...
A Higher é a festa de progressivo mais conceituada em São Paulo. Eles sempre trazem os melhores gringos. Anyway, cheguei tarde e peguei o set da última gringa que ia tocar, a Ilka. Rolou muito house e todos rebolaram. O sol fritava a cabeça dos corajosos na pista. Tomei um Krusty e fiquei com preguiça de tudo. Quando o sol se escondeu tomei coragem e fui dançar.
Uma maravilha! Não me esbaldei, mas sacudi um pouco o esqueleto!
De repente uma nuvem cinza se apreximou. A fazendo onde estavamos era num vale, que ficava bem ao alto, então deu pra ver todo o processo.
Nunca tinha visto uma tempestade se formar tão baixo! Foi lindo, indiscritível, emocionante. A nuvem, "cumulus nimbus", era o sopro de trevas. A pressão atmosféricas aumentou quando o cinza se alastrou, expandiu, e cobriu o vale. Os raios vieram, junto com uma rajada de vento que começou a desmontar a festa. Eu já não consegui mais prestar a atenção em nada, só no céu, e aquela visão era como uma imagem de satélite. Todas aquelas nuances das nuvens se arrastando por cima da minha cabeça. Não sabia se acreditava naquela alucinação. Mas todos olharam pro céu, e então acreditei no que via. A fúria veio em gotas gordas e ventos cortantes. As pessoas gritaram e correram pra pista, pulando e gritando de felicidade.
De festa de progressivo à visual de festival em cinco minutos. Todos ficaram marrons e eu decidi ir embora, pra não deixar meu amor ficar mais doente do que ele já estava.
O dia termina com carinhos e sono.
Hoje vou pra São Paulo, num almoço de Natal na casa do Gui amanhã. Ele me deu uma jóia linda, de princesa, para usar no almoço. Achei romantico. Ele realmente gosta de mim. E eu, louca pra ser sua esposa...

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:59 PM Comments:


Quinta-feira, Dezembro 18, 2003

Feliz natal e um próspero ano novo...

Com muita felicidade e com bob esponja no espírito!

São os votos de *Alice* para todos os leitores deste blog!

postado por: ..::Sagazzz::.. 2:40 PM Comments:


Quarta-feira, Dezembro 17, 2003

Minha música de natal predileta:

Anoiteceu...
O sino gemeu
E agente ficou feliz a cantar
Papai noel,
vê se você tem
A felicidade pra você me dar...

Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel
Sendo assim felicidade eu pensei que fosse uma brincadeira de papel.
Já faz tempo que eu pedi mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu, ou então felicidade é brinquedo que não tem...


Sim, é uma música melancólica, até triste. Mas acho tão linda e adoro cantá-la. O Gui não conhece nenhuma canção de Natal. Às vezes eu desligo o som do carro e canto todo meu repertório natalino. Acho que ele gosta. Acho também que ele não teve uma infância dessas comuns, com música e brindeiras de roda. Acho isso meio triste. Ele é um pouco sério, talvez por isso, entre outras coisas.
Minha mãe sempre cantou pra mim. Eu lembro de quase todas as músicas. Canto até hoje, pra não esquecer e cantar para meus filhos. Minha mãe tem uma mão de seda. Parece ter pequenas almofadinhas nas pontas dos dedos.
Meu pai é o rei do neologismo. Ele inventou um idioma que só nós da família entendemos. São brincadeiras infantis que meus irmãos não participam mais. Mas eu ainda adoro, e brinco sempre com ele de inventar palavras e coisas do tipo. E lembrar disso traz uma sensação doce, toda vez. Sou a filhinha do papai. Como a Daniele, minha amiga.
Sempre o fim de ano me traz essa sensação "família". Graças a Deus eu consegui superar o trauma. Porque afinal de contas, família é sempre um trauma. Mas eu vejo a relação familiar como uma projeção microscópica dos desafios sociais. É quase um logarítimo primário do fractal social. Porém, daí vem o paradoxo, que existe em toda relação entre micro e macrocosmos: É a sociedade que influencia na estrutura familiar, ou é a familia que influencia na estrutura social? É uma pergunta retórica, já sei a resposta: Ambos. Não existe uma separação nestes universos.
Acho que meu próximo processo psíquico é a incorporação do entendimento entre micro e macrocosmos. É exatamente isso que a personagem do meu livro vai passar. Já falei que estou começando a estruturar meu livro? A personagem central é um espelho do que eu sou, só que ela, mais eufemistamente, está à beira da insanidade, e a beira de um epifânio astronômico. Talvez a superação total dos desafios. A Auto- Realização. Existem tantos nomes pra isso. Vou criar um menos pretencioso. Para eu mesma não parecer assim, tão pretenciosa.

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:52 PM Comments:


Ok, ok, agora meus planos para o fim de ano...
Sexta feira eu busco os papeis na facú para dar entrada no pedido de transferência de curso. Meus motivos: Quero fazer uma diferença no mundo, nem que seja pequena. E no jornalismo eu estaria sempre sujeita à alguma corporação. Em psicologia eu posso atuar na área acadêmica, que é um dos meus maiores sonhos. Fazer pesquisas e quem sabe até criar novas teorias.
Quero também ser palestrante, em algum ou alguns assuntos em que eu me saia bem. Sou ótima pra falar em público. Queria estudar uma comunicação não linear pra trabalhar com neurolinguística.
Quero também ser capaz de educar muitíssimo bem meus filhos, e acho que como psicóloga talvez eu consiga atingir melhor esse objetivo.
Sei lá, eu to bem segura do que quero, sabe? Muitas pessoas falam pra eu aguentar e terminar o Jornalismo, mas cara, eu realmente não vejo mais porque.
Eu não tenho tesão nenhum em jornalismo, e como já dizia Roberto Freire: Sem tesão não há solução!
Por falar em tesão, logo é Natal. Tesão porque minha mãe é cozinheira de mão cheia. Já disse que ela é formada em Gastronomia pelo Senac? Então imaginem... Ela faz a ceia toda de Natal sozinha! E sai cada rango irado... Toda vez que eu vou pra casa ela faz tudo que eu peço de comida. Eu sempre fico empanturrada com tantas delícias. Ela é uma artista genuína. Eu sou muita fã da minha mãe, e se vocês a conhecessem, seriam também.
Outro tesão deste post é o famoso reveillon. Então, se não disse, digo agora. Vou pro Brazilians trance festival, na boracéia, litoral sul de São Paulo. Não sei o que esperar desse fetival, já que será tão perto de Sampa. Mas cara, o line up está absurdo, vai ter progressivo demais, será que eu enjôo? Acho meio impossível, eu sou a maior fissurada em prog que eu conheço.
Vai ser o primeiro festival do Gui. Ele está super ancioso. Acho que ele vai adorar tanto. Também estou anciosa. Estou louca pra dividir com ele as linda experiências subjetivas que uma viagem num festival proporciona. O camping é uma experiência única. Às vezes, quando eu to bem loka, gosto de ir pro camping fazer uma comidinha, arrumar a barraca, ficar sentada perto das árvores, no silêncio. Eu gosto de ficar em silêncio nesses momentos. Talvez ouvir os passarinhos, ou o barulho da água.
Decidi agora fazer uma lista das experiências Top 10 de festival(Quando estou loka!):

1 - Escovar os dentes

2 - Comer frutas

3 - Malabares mil na pista

4 - Zona do Camping, com direito a holas de gritaria com mais de 1000 pessoas gritando

5 - Conhecer alguém que parece que você conhece a mais tempo que sua própria vida

6 - Passeios no meio do mato

7 - Cozinhar no camping

8 - Passar o dia inteiro dançando prog na pista

9 - Cerveja e catuaba com os amigos

10 - Chegar em casa cansado e não conseguir dormir, de tantalembrança boa

Dá pra ter uma idéia né?
Amanhã vou postar a árvore de natal eleita a mais "saborosa", hehehe

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:01 PM Comments:


Segunda-feira, Dezembro 15, 2003

Neste fim de semana rolou um almoço para comemorar a união matrimonial no civil, da minha irmã. Ela é casada, a verdade, à quase dois anos. Mas agora que ela resolveu assinar o papel, pois quer ter filhos... Ou seja, vou ser titia!!! O mais legal é que meu cunhado é japonês, então terei sobrinhos de olhinhos puxados.
Tive um pouco de pena dela. A minha irmã tem uma história meio complicada. Minha irmã é filha do primeiro casamento do meu pai, que chegou ao fim com a paixão dele pela minha mãe, que até então era a amante. Minha irmã devia ter uns três ou quatros anos quando isso aconteceu. A mãe dela é uma pessoa péssima. Tentou moldá-la de todas as maneiras, mas não conseguiu. Minha irmã era uma rebelde. Meio hippie meio rockeira. Então, na adolescencia, aquela época em que começamos a responder e a defender as nossas opiniões, a mãe dela simplesmente desistiu, e mandou minha irmã para ir morar com agente. Ela tinha 16 anos.
De vez em quando eu ia com minha irmã na casa da mãe dela. Ela tem uma outra irmã, por parte de mãe, que foi por muito tempo minha amiga de infância. Parece que a mãe dela não gosta muito da minha irmã.
Fiquei triste ao ver que quando a mãe dela chegou no restaurante para o singelo almoço de comemoração, ela cumprimentou a própria filha com uma frieza de uma colega de escritório. Deu um aperto no coração. Me lembra um pouco o jeito que a minha mãe é comigo, às vezes.
Porque será que isso acontece? O que será que a minha irmã sente em relação a isso tudo?
Um dia a Dani, minha irmã, me pediu que eu tentasse ser mais "irmã" dela, porque ela se sentia meio "no meio de tudo", acho que sem família definida.
Eu entendi. Abracei a causa. Hoje eu confio mais nela do que em muita gente. Cara, eu acho que estou mais do que satisfeita com a minha relação com minha família. Quando eu me acertei com eles todos, toda minha vida começou a caminhar, e eu comecei a me sentir mais adulta, mais madura.
Outra coisa: Meu ciso tá inflamado. Não agüento mais essa dor pentelha. To na base de cataflan. Não quero tirar essa porra. Nunca levei nem uma anestesia na boca. Que medinho...

postado por: ..::Sagazzz::.. 4:32 PM Comments:


Sexta-feira, Dezembro 12, 2003

Então aí vai... Os meus livros favoritos, com algumas observações...

O pequeno príncipe - Eu tinha 12 anos quando eu li a primeira vez. Mas tem lições de amor bem simples e claras.

O ponto de mutação(Fritjof Capra) - A primeira vez que eu li eu tinha 15 anos. Surtou as minhas idéias. O autor relaciona a evolução da ciência com um hexagrama do Tao que, na minha opinião, é um dos mais killer. O "fu" (retorno).

O Tao da física - Do mesmo autor, com uma temática semelhante, mas beeem mais técnico e difícl. Porém, uma delícia para quem ter um gosto por física quântica.

Contato(Carl Segan) - Esse é bem romancinho, até virou filme de hollywood. Mas mesmo assim, maravilhoso. Além do que, é Segam, e a história da própria obra dele é toda muito legal.

Insônia(Stephen King) - Tá certo que King é literatura de banheiro, mas eu curtia muito quando eu era maiss nova. Esse em especial, é uma aventura de cunho espiritual, no sentido de lidar com níveis mais espirituais da realidade, e algumas passagens parece viagem de ácido.

A profecia celestina(James Redfield) - Outra aventurasinha espiritual, mas que "mudou" a forma de ver a vida de muita gente que eu conheço, inclusive eu(tinha apenas 14 anos quando eu li).

As brumas de Avalon(Marion Zimmerman Bradley) - O livro que mencionei do post passado. Tem a história do rei Arthuy como plano de fundo, contada do ponto de vista de Morgana, sua irmã. Todos da coleção são meio interessantes. Mas nenhum é melhor do que esse.

Tocar: o significado humano da pele(Ashley Montagu) - É um livro escrito para psicólogos, mas é bem fácil de entender. Tem muitas informações interessantes e outras até meio romanticas. Sabia que a pele é o maior órgão em extensão do corpo?

Dream Story(não lembro o autor) - O Kubrik baseou aquele "De olhos bem fechados" nesse livro. Gostei da história porque se passa no século XIX.

O homem e seus símbolos(Carl Jung) - Irado. Cheio de figuras e relaciona os símbolos com os sonhos.

O poder do mito(Joseph Campbell) - Não sei se li inteiro. Sempre leio os capítulos fora de ordem. Literatura essencial para quem gosta de saber as coisas de psicologia e xamanismo.

A última grande lição(não lembro o autor) - Eu particularmente acho a história meio fraquinha, mas é muito bem escrito. Dá pra ler em três horas.

Por enquanto é isso. Eu não consigo lembrar nem da metado do que já li. Já passou muita porcaria pela minha leitura.
Tem muitos livros que estão aqui, pra eu ler. Tem muitos que eu li a muitos anos. Mas acho que se eu consigo lembrar, é porque gostei, não?
Bem é isso, beijos...

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:00 PM Comments:


Quarta-feira, Dezembro 10, 2003

Olá vinicius.
Cara, Brida... O que eu diria deste livro?
Olha, eu tentei, juro que tentei. Mas acredito realmente que o tal Paulo Coelho, que escreveu este entre tantos outros romancinhos de banca de jornal, deva ter alguma espécie de pacto mesmo com o demônio, ou algo assim.
Porque, meu, ele escreve tão mal, mas tão mal, que na segunda página eu já desisti. Ele é pobre, na minha opinião. Pobre de palavras, pobre de metáforas, pobre de idéias.
A história do Brida é uma versão paraguaia e pseudo moderna de Brumas de Avalon. Aliás, amigo Vinicius, conhece esse livro? Cara, se vc aprecia uma boa fantasia de bruxas, leia esta coleção, que é fantástica.
O jeito que a autora escreve é assim, digamos que entorpecedor.
Hoje em dia eu já não gosto mais desse tipo de romance, mas se gosta do gênero, nunca mais esquecerá o livro depois de lê-lo.
Bom, é isso. Quem quiser dicas dos meus livros prediletos, é só pedir, eu faço uma lista.

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:45 PM Comments:


Hoje achei uns textos antigos, numas folhas de caderno rasgadas, que escrevi em 2000 e guardei dentro de uma agenda velha. Carlita, escrevi isso quando eu tinha a sua idade!
Aqui vai um dos velhos textos:
"Meu desejo de beijar deixou de ser uma grande coisa na minha vida. Minha urgência por intimidade é maior, e só é preciso sentir carinho por alguém que surge uma vontade enorme de ser mãe, esposa, amante... Beijo, só com abraço. Conversa, só com sinceridade.
É carência, ou solidão, somente. Tive umas experiências bem traumáticas, que me marcaram para o resto da vida.
Lembro-me que dar um beijo antiigamente envolvia-me de paixão, uma magia meio incerta. Era como se todo beijo fosse como na primeira vez.
Mas o lixo do mundo me causa repulsa. Não amo quase nada. Me tornei um garanhão, um Mobi Dick, que engole o mundo sem pesar na consciência. São tantas as coisas e fatores que me modificam que nem sei mais porque beijo, ou porque amo, pois amo um monte de coisas ao mesmo tempo, que já nem amo mais, pois quase nada nem ninguém me ama assim tão profundamente.
Acho que sei o problema. O meu corpo urge com o desejo de beijar a raíz da alma. Não me lembro a última vez que me beijaram a alma, aquele beijo que nunca mais se esquece, aquele roçar de linguas embebido de desejo, preenchendo solidão, tão preta quanto o espaço, mas que quando completa e é completado, dá pra ver as estrelas o branco acolhedor da via láctea, gostoso... São as lembranças de um outro tempo, em que os beijos eram intergalácticos, esferas que beijam esferas, produzindo a música que ouvi uma vez, quando tocaram fundo na minha matriz.
Porque beijo pessoas que não são a minha outra parte? Não é desejo sexual, eu não tenho mais desejo sexual, não me faz mais feliz.
Não quero mais conhecer a minha outra parte. A dor do abandono já é grande demais, mesmo quando é alguém que não se ama, imagine então sua alma gêmea te dando as costas, depois de te tocar como numa daquelas simulações virtuais, na sua aura lilás, brilho que esvaesce e fali, logo que ela vai embora.
Não vá embora, não deixe a escuridão do espaço ocupar meu coração outra vez".

Olhando pra trás, eu vejo que não tenho mais do que reclamar. Hoje meu coração não está mais gelado. Eu beijo e sou beijada com a alma. Ele me beija com os olhos, o Gui. Ele se entrega na cama, faz amor olhando pra mim e me faz sentir que aquilo só existiria se fosse comigo. Eu consigo sonhar com o futuro, e mesmo assim sem medo de ser abandonada, afinal é uma possibilidade. E não vou incorporar a lei de Murphy nesta vida.
Lendo esses textos, eu percebi minha evolução na escrita. Acho que a presença de um público em potencial aumenta meu esforço em me fazer entender e a escrever mais esteticamente.
Ver um texto meu que eu gostei é como parir um bebê lindo e saudável.

postado por: ..::Sagazzz::.. 12:29 AM Comments:


Sábado, Dezembro 06, 2003

Mais uma vez estou escrevendo de um micro que não é o meu, e ainda por cima não tem acentuação... Eu odeio, mas preciso escrever...
Um coment deixado brilhante e quase anonimamente num dos ultimos posts...:
"escritora sem nem ter idéia do tema...???...não seria soh impulso...???ou sonho...???...aprenda mais para poder correr atrás...
vitor | 05-12-2003 08:29:08 "
Caros leitores assíduos,
O que vocês tem a dizer ao nosso querido vitor?
O meu palpite é:
Ele leu no máximo três dos posts do blog.
Foi o tipo de "conselho" mais prepotente que ele podia dar.
Foi também um coselho burro, pois ninguém aprender se ficar só na teoria. "Correr atrás" é a atitude mais inteligente que eu poderia tomar, se eu quiser aprender alguma coisa de verdade.
Se tem uma coisa que eu aprendi na faculdade é que na faculdade não se aprende quase nada. No meu caso pior ainda, porque na faculdade de jornalismo a última coisa que eles te ensinariam seria a arte de escrever bem.
Isso galera, não tem receitinha de bolo que ajude. E publicar o que se escreve é mais ou menos o fluxo da contra mão da minha afirmação, que acaba sendo justamente uma contrapartida do que a Carlita disse num outro comment: "...Não tenha medo de tomar atitudes. Se teu coração tá berrando pra vc ir pra sampa fazer psicologia faça... Claro, que principalmente pros seus objetivos, um diploma de jornalismo pesa muito... Mas é só você que deve decidir o que fazer pra tentar ser feliz..." O diploma, seja de jornalista ou de qualquer outra porcaria universitária, não te leva a nada, na verdade. Você sabia, por exemplo, que o diploma de jornalista nao é válido nem pra te garantir um piso salarial? A verdade é que a profissão de jornalista não existe legalmente, entende? Eu não posso ter um registro na minha carteira de trabalho como jornalista, porque não existe tal registro. Ngla@arvoresolar.com
não existe nem um CRJ=Conselho regional dos jornalistas. Nossa única proteção como empregado é o sindicado, acredita?
Carlita, não que eu esteja descartando o que você disse, longe disso, linda. Só acho que é um pouco ilusão esse lance de diploma, sinceramente.
Voltando ao nosso Vitor.
Tipo, eu tenho TANTO CONTEÚDO que eu queria passar no meu primeiro livro, que não sei nem por onde começar. É triste quando as pessoas não tem o que dizer então acabam falando qualquer merda para que somente a própria pessoa escute sua solitária voz... Isso faz um ruído constante na multidao, a MASSA...
Quando alguém consegue se fazer ouvir, sem precisar nem levantar o tom de voz, acha-se a morada da verdadeira inteligencia.
Eu gosto muito de usar o simples "eu acho" nas minhas sentenças... Tá certo que às vezes eu esqueço, mas o "eu acho" tem um efeito brilhante sobre o que voce pode falar à respeito da SUA opinião.
Eu acho que escrever um livro com feedback do público desde o começo é o mais esperto a se fazer.
Toda vez que eu leio os agradecimentos e o prefácio de um livro, o autor sempre fala das pessoas que o ajudaram a fazer o livro, ou vocês acham que o livro sai de uma cabeça só? Quando eu conseguir publicar meu primeiro livro, ele vai ser dedicado à vocês todos, os que elogiam e os que criticam. Todos vocês. Todos me devolvem o ar que eu respiro aqui, purificado. É, vocês sao meu único motivo para escrever aqui. Eu sou um bom exemplo de Melanie Klein, quando ela fala da experiência quase mística da identificação. É o tatear no escuro, lembram?
Obrigada por me serem tão espelhos nos teus olhos. É bom saber que a simplicidade das minhas metáforas são tão claras como o que vocês sentem por elas.
Eu adoro ler os comentários. Mesmo que muitas vezes maldosos. Alguns são tão espontâneos que nem chegam a ser grosseiros. Outros são exatamente aquilo que eu disse antes: falta do que dizer, contrastando com a necessidade de ser ouvido. Chegar a me dar tédio, às vezes. Versos de renato russo, frases feitas por outras pessoas. Nada muito novo, tudo bem clichê.
Mas eu sei o que aconteceu lá dentro de mim quando eu escrevi.
Bom, depois eu corrijo com os acentos e tal... Bjos

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:48 PM Comments:


Quinta-feira, Dezembro 04, 2003

Minha Vida é um Tesão sem fim...


postado por: ..::Sagazzz::.. 12:00 PM Comments:


Cara, andei folheando o livro que eu ganhei do Robinho.
O livro chama-se "Sem tesão não há solução". É do Roberto freire. Meu, impressionante! Robinho, você acertou muito o presente. Agora entendi porque você me classificou como protomutante. O caminho que o Roberto trilhou é exatamente o que eu quero fazer da minha vida.
Me inspirei com o que li na contra capa:
"Descobri que é chegada a hora de acrescentarmos ao tempo e ao espaço mais uma dimensão fundamental à vida no universo: o tesão.
Porém, não me refiro ao tesão do Aurélio, mas sim ao do Caetano, por exemplo. Pra mim esse tesão não habita dicionários oficiais; entretanto é o que anima e encanta os poetas tropicais.
Tesão sem passado, apenas conteporâneo e vertical, ele é produto semântico e romântico dos que sentem desejo pelo desejo, alegria pela alegria, e beleza pela beleza. Mas pode ser ainda tesão de quem sente desejo pela alegria, beleza pelo desejo, e alegria pela beleza.
Sem tesão não há solução é, além disso, também um livro confessional. Por meio de entrevistas, confesso-me anarquista graças a Eros, poeta apenas de expressão corporal, romancista das sujeiras humanas cristalinas, terapeuta somente de mutantes e de coiotes, revolucionário por vocação herética, drogado assumido, público e autônomo.
Termino o livro com uma profecia anarcoecológica, em forma de manifesto: Tesudos de todo o mundo, uni-vos".
Parece até que em certas partes ele fala de mim, ou dele mesmo. Talvez nós, eu e Roberto, fossemos a mesma pessoa em tempos diferentes.
Eu queria tanto escrever livros e fazer palestras. Tenho tanta coisa pra dizer... Estou engasgada de idéias. Meu cérebro anda congestinado. O fluxo é intenso. Talvez eu devesse implantar o rodízio no meu raciocínio. Às segundas não circulam os devaneios. Às terças, fica proibido as auto análises. Nas quartas as idéias de rebeldia. Quinta feira não flui a culpa. Na sexta, não sai de casa o delírio espiritual.
Talvez assim eu conseguisse desenvolver melhor, e até concretizar, meu plano de dominar o mundo, hahaha. Brincadeira.
Na verdade, eu preciso de uma pauta inicial.
Devo começar essa joça logo, o livro.
Alguém me dá uma idéia? Um tema? Socorro...
Vou mandar um email pro Roberto Freire.

postado por: ..::Sagazzz::.. 9:55 AM Comments:


Quarta-feira, Dezembro 03, 2003

Fazem dez dias que eu não escrevo.
Às vezes eu até tentei escrever, mas o blogger vive dando pau.
Outro motivo é porque na casa do meu namorado tem um Mac, que é péssimo pra escrever, já que não tem nenhum acento no teclado, e me dá nos nervos escrever errado.
Na verdade não fiz muitas coisas nestes dias.
Estou praticamente de férias, então me debandei para São Paulo, numa longa jornada só eu e o Gui, nestes dias.
Vi muitos filmes. Alguns até recomendo. Um que me marcou muito é um bem antigo, que se chama "Viagens Alucinantes" ou "Altered States". É exatamente sobre isso. Um cientista que fica testando o potencial da mente alterada com Amanita Muscaria, e usa usa dentro de um daqueles tanques de isolamento escuros e cheios de água, pra pontencializar a viagem. Achei irado, por não ser uma trip de drogadinho em si.
Outro muito massa foi o Fritz the cat, o primeiro desenho semi-pornográfico da história. Feito em 1965. O Fritz é muito como meu namorado. Acho que encontrei o apelido perfeito.
Fui ver também aquele balé de Taiwan, lá em Sampa. É todo encenado em cima do arroz. Uma hora é meia de espetáculo. Dessas uma hora e meia, uma hora e vinte foi de balé em camera lenta, e os últimos dez minutos de cachoeira de arroz e ação, finalmente. Eu já estava meio entendiada, apesar ter sido tudo muito bonito.
Eu estou pensando em transferir minha faculdade pra São Paulo, e mudar o curso para Psicologia. Mas ainda não tomei nenhuma atitude, o que é absurdo. Eu deveria me envergonhar disso...
Hoje fiquei sabendo que meu pai vai passar por uma cirurgia. É uma angioplastia, nada sério. Mas a uns quatro anos atrás ele já fez duas pontes de safena, o que torna essa situação um pouco preocupante. Minha mãe está bem nervosa. Eu nem tanto. Mas me preocupo mais com o estado mental do meu pai depois dessa.
Ele tende a ficar beeeem deprimido. Depois da outra cirurgia ele ficou bem mau. Era outra pessoa. E é a pior coisa do mundo você ver o homem que a vida inteira foi praticamente seu herói passar a ser um ratinho covarde com medo da vida.
Mas não mais nada que eu possa fazer, não?
Comprei um livro do Tom Wolfe, famoso jornalista da década de 60. Ele escreveu aquele famoso "Fogueira das vaidades". Não cheguei a ler, mas algumas pessoas falaram bem mal desse aí. Mas eu não costumo escutar as críticas alheias sobre arte. O livro que eu comprei chama-se "O teste do ácido do refresco elétrico". Bom né? Narra a época em que o Ken Kessey(um estranho no ninho) foi solto da prisão e começaram a andar juntos ele, o Wolfe, o Leary, o Huxley, e outros malucos da época do The summer of love, em São Franscisco. Não é um livro sobre s hippies. É um livro sobre um tempo onde pessoas brilhantes seguiam seus ideais. Os hippies são uns idiotas, desculpem a opinião.
Não consigo ficar um minuto longe do Gui. Mas quando ele está por perto eu não consigo escrever. Que bosta.
Semana passada recebi um presente maravilhoso pelo correio... Meu amigo que eu nunca vi, que lê meu blog e por isso nos aproximamos, me mandou um livro ótimo, e junto uma carta que me emocionou profundamente.
Eu acho que à principio meu sonho sempre foi ser escritora. O gesto dele, assim como o de outra amiga, de me escrever e mandar presentes, é exatamente o tipo de coisa boa de se ser uma escritora. Isso tudo significa que eu consegui tocar fundo neles, e o fato de eles me receberem assim, me toca ainda mais fundo.
Queria muito saber agradecer melhor pelo gesto, mas acho que um dia, quem sabe, eu consigo dedicar um livro todo só pra vocês.

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:57 PM Comments:


Toda vez que tento logar no blogger, essa merda tá com pau.
Isso acaba com a minha inspiração...
Eu tinha coisas pra falar, mas vou deixar pra depois, denovo.
Estou com a bunda quadrada de tanto sentar e já no vigésimo cigarro...

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:32 PM Comments:




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