.:: Alice No País do LSD ::.

Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.



Terça-feira, Março 30, 2004

Tenho acordado sempre na hora do almoço.
Não que eu goste disso, mas não tenho conseguido acordar cedo.
Almoço qualquer coisa sem gosto por aqui.
Saio com o Gui, pra fazer as coisas que eu tenho que fazer. Médico, shopping, qualquer coisa. É gostoso fazer tudo e nada com ele.
Como qualquer coisa e saio pra aula. Uma hora de trânsito. Penso um monte de coisas inúteis. São Paulo me deslumbra e me enoja. É sempre uma pontinha de emoção sair sozinha de carro. Me sinto independente e pequena, ao mesmo tempo, nessa cidade.
Chego na facu e encontro meus amigos de lá. Gosto deles, todos são legais e difrentes do que eu estou acostumada. Todo mundo gosta de mim, e me vê como eu gosto de ser vista, com respeito.
Participo ativamente das aulas e faço minha obrigação sem sentir que é realmente obrigação.
Volto pra casa com pressa de chegar. Geralmente o Gui já está aqui. Sempre me recebe com um grande beijo. Comemos e assitimos televisão. Filmes, documentários, desenhos animados.
Ele fica o tempo todo baixando downloads meio inúteis no computador dele. Joguinhos de Atari, musicas. O tempo todo.
Ele não fala muito da faculdade. Estou preocupada com as provas dele.
Faz tempo que não ver meus pais e estou com saudades de casa.
Teoricamente era pra eu ter me mudado pro apartamente a um mês atrás.
Todo dia peço um cachorrinho ou qualquer outro bichinho peludinho e fofinho.
Pensei em comprar um coelhinho.

postado por: ..::Sagazzz::.. 1:29 PM Comments:


Quinta-feira, Março 25, 2004

Um dia sem histórias...
Fumo quase um maço de cigarros por dia.
Fazem dois meses que não depilo minhas pernas e os outros pêlos removíveis do meu corpo(menos o suvaco!).
Não vou num médico a muito, muito tempo mesmo.
Não escrevo tão bem quanto escrevia antes.
Não transo mais tão gostoso como antes.
Minha vida tem parecido meio sem sentido. Eu estou esperando à tanto tempo, qu nem sei mais pelo o que espero.
Fico criando metáforas para coisas que não existem. E das coisas que existem mesmo, falo pouco.
As pessoas me pedem conselhos que não consigo dar. Não me sinto mais um esfinge retentora dos enigmas do mundo. Tampouco uma deusa, recebendo as oferendas dos que vem idolatrar.
Não estou infeliz, mas queria produzir mais.
Vou acender outro cigarro...

Faz um tempão que não vou pra casa dos meus pais, e também que não vou a um festival realmente decente.
Não necessariamente deprimida, não necessariamente radiante. Apenas, espero.
E um dia quem sabe poder ser um porta-voz da "elite intelectual excluída"

postado por: ..::Sagazzz::.. 8:28 PM Comments:


Terça-feira, Março 23, 2004

Pronta para contar minha viagem lisérgica da vez...
Gota, gota, minha gota.
Meus sentidos se exaltaram e tudo adquiriu uma velocidade incrívelmente lenta.
Senti o ar que passava na minha garganta carregar o som vibrante das minhas cordas vocais pra boca. Tudo ficou estranhamente lento e como num filme, fingi que não estava acontecendo. Pensei em perguntar para a Camila se ela estava notando alguma diferença na minha voz ou no tempo. Mas não perguntei. As pessoas na pista estavam muito feias. Que pista feia! Que horror! Ainda por cima tudo em slow motion, pra piorar.
Eu peguei no braço do Gui, pra tentar contar o que aconteceu. Aí começou a ficar tudo diferente. Eu realmente me senti dentro de mim. Literalmente. Como se eu estivesse dentro de uma máquina, enxergando através de "portas". Minha visão parecia uma tela, e as imagens eram reproduzidas nessa tela, com um pouco de falha na recepção. O Gui parecia enorme, então resolvi tocá-lo. Senti algo que não consigo explicar. Senti meu cérebro sentindo aquilo. Realmente estranho. Acho que é algo que eu nunca vou conseguir explicar.
Depois entendi a formulação da realidade imagética, para o meu cérebro. É como se ele ( o cérebro ) ficasse tentando encaixar a todo momento tudo o que se sucede na minha frente em padrões imagéticos que eu já conheço. O mesmo com minha audição. Como por exmplo se alguém estivesse conversando atrás de mim e emitisse algum tom que me parecesse familiar, naturalmente minha atenção tenderia para aquilo. Portanto, meu cérebro busca identificar o que já é conhecido e controlado no presente. A insegurança como característica eminente do ser humano. Eu percebi também que agente vai criando o que vê à partir de camadas de realidade arquivadas na memória, que se sobrepõem para formar o momento presente. Como se fossem transparências com fragmentos de imagens conceituais e de lembranças. Parece agora que a "realidade" é algo totalmente criado, e varia de acordo com o background, e é interagível. Imagina se esse ciclo de reconhecimentos fosse quebrado, seriamos um bloco em branco, uma existencia inteira, pronta pra ser reescrita. Sem meus critérios, valores, medidas... Tudo novo, possibilidades infinitas. Um eterno vir-a-ser...
Não sei se estaria pronta pra essa viagem epifânica. Estou confusa quanto à natureza das coisas da vida. Não consigo atribuir uma razão específica à realidade depois disso tudo. Botei toda minha fé em questão, assim como também toda minha capacidade de racionalizar a realidade.
O Gui me disse que eu não deveria viver assim, atrás Da Resposta primordial, a primeira de todas, pois é infinito. Isso me faz lembrar uma coisa que aprendi numa outra viagem fantástica: eu não preciso de respostas pras minhas perguntas, elas estão todas aí. Eu tenho é que descobrir as perguntas certas pras respostas que eu tenho.
Parece retórico. Mas acredito ser uma verdade.
Porque a vida às vezes parece um sonho do qual estou prestes a acordar?

postado por: ..::Sagazzz::.. 10:51 PM Comments:


Nada pra escrever. To sem graça hoje...

postado por: ..::Sagazzz::.. 2:52 PM Comments:


Quinta-feira, Março 18, 2004

Não quero escrever. Só dizer oi...
Alguém está aí?

postado por: ..::Sagazzz::.. 8:07 PM Comments:


Terça-feira, Março 16, 2004

As amiga vermelhas

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:55 PM Comments:


Segunda-feira, Março 15, 2004

Estou sonhante, imaginante, hehehe.
Minha cabeça tá loooonge....
Estou imaginando um monte de besteiras que provavelmente nunca vão acontecer.
Como será que me livro disso?

postado por: ..::Sagazzz::.. 3:22 PM Comments:


Sexta-feira, Março 12, 2004

EEEEEEbaaa! Consegui logar no blogger, finalmente.
Hoje o mundo assiste à comoção de todo um país revoltado com o maior horror humano da atualidade: o terrorismo.
Pelo que vi até o momento, são 2,3 milhões de pessoas no centro de Madri, revoltados com o ataque terrorista a um trem na Espanha, que matou quase 200 e deixou 1400 feridas.
Não sei o que pensar disso. A mídia pinta uma cara triste e os políticos mobilizam as pessoas a saírem nas ruas para reclamar. Mas isso não me parece grande coisa. Me parece coisa que acontece todo dia, a tragédia diária do mundo contemporâneo. Milhões de pessoas morrem todo dia de fome e inanição e ninguém comenta. Parece que a pauta "fome" não está mais em pauta, e por isso o povo esquece que ela existe, ou presume que este problema foi sanado. Grande ilusão. A violência não mais seduz minha humilde compaixão pelos menos afortunados.
Não gosto da comida aqui da casa do Gui. Não tem alho. Não tem gosto. Mas como, mesmo sem nenhum prazer. Espero não demorar mais aqui.
Ontem fui ver minha futura casa. Me pareceu boa, embora eu tenha minhas reservas em relação à algumas coisas. Nevermind, contanto que eu saia logo daqui. Não gosto daqui. Quero um cachorrinho e poder andar nua pela casa.
Praia no fim de semana. Está chovendo. Mais uma vez vou dormir e ler o tempo todo. Não me importo, acho até gostoso esses dias de chuva na praia.
Recebi um email de um amigo com a seguinte frase: "O sonho não acabou...... e ainda temos paçoca e pá de moleque."
Um barato, não?

postado por: ..::Sagazzz::.. 5:06 PM Comments:


Sexta-feira, Março 05, 2004

Nada de mais, nada de menos...

To morrendo de saudades de algumas pessoas.
Algumas que eu nem passei tanto tempo assim, outras que participaram de boa parte da minha vida.
Não tenho feito grandes feitos.
Vejo 5 filmes por semana. Que falta do que fazer, não?
Ontem fui ao cinema e vi Peixe Grande, do Tim Robins. Adorei. Chorei. O que é engraçado é que sempre achei boçal quem chora em filmes, novelas e afins. Já fui chamada muitas vezes de insensível. Mas o que vem acontecendo é que qualquer bobagenzinha sentimental me faz rolar as lágrimas... Como quando fui ver As Invasões Bárbaras, por sinal, maravilhoso. Ou quando as baleias encalharam na praia em Encantadoras de Baleias. Puta, que filme lindo. Acho que essas coisas meio roots, sentimentais demais, como índios ou eutanásia, me provocam as emoções mais primárias, que eu sempre neguei.
Descobri à não muito tempo que tenho aversão às emoções primárias e tudo que as envolve. É um problema muito "empacante" na minha vida psíquica, me impede de me expressar de maneira mais profunda e espontânea.
Eu sempre vi essas coisas como animalescas, e rejeitei todo meu instinto animal, por achar que o ser humano era muito além disso. Tenho certeza que me engano todas as vezes que esse radicalismo toma conta dos meus atos.
Me dá vergonha.
Tenho vergonha de me achar tanto, ainda. Mesmo sabendo que tudo isso é uma manipulação minha de mim mesma. O mesmo que eu faço com as outras pessoas. O mundo nas minhas mãos... que ilusão...que ilusão.
Um dia eu pensei que podíamos nos apresentar para as pessoas que ainda não conhecemos com frases interessantes e próprias.
Tipo : prazer, meu nome é tal, pra quê dormir se eu posso sonhar?
Acho que se não rola fazer isso, então peço, pelo menos, que quando comentarem esse post, terminem com uma frase que vocês mesmo criaram. Isso seria divertido!
Novidade da semana que me deixou feliz: Vão lançar um longa do Bob Eponja! EEEEEEe, eu adoro ele.
Ontem ganhei uma camiseta do Bob pra dormir. Estou ficando fanática.

postado por: ..::Sagazzz::.. 3:44 PM Comments:


Segunda-feira, Março 01, 2004

Dogville: a negação do cinema

O bom de se ter um blog é que eu posso falar mau dos filmes que eu não gostei sem ser interrompida.
Sábado eu fui ver Dogville. Eu havia ouvido comentários falando extremamente bem do filme, do quanto ele é inovador e dukaralho mesmo e tal... Fui preparada para me surpreeder. Mas ao contrário do que me disseram, achei que assistir o filme foi disperdiçar três preciosas horas da minha vida.
Tá certo que é uma concepção inovadora, sim. O fato de não ter cenário e tal. Tudo muito "impressionante". Tudo uma enganação para quem falta o senso crítico. Pra mim, Lars Von trier não passa de mais um "queridinho da mídia", e o seu novo trabalho é, como concepção cinematográfica, boçal. Talvez o elemento literário da narrativa do filme estivesse excedendo o conceito-base que nos leva à captação da imagem em filme. Talvez a direção fosse teatral de mais. Se quero teatro, vou ao teatro. Naõ foi uma mistura feliz, essa.
Além de que, o imbecil do Von Trier esqueceu de dirigir o filme, olhar pela câmera, sei lá, pois mais parecia aquelas gravações de filme pornô amador-feito-em-casa, com a câmera impossibilitada de focalizar uma só cena com habilidade.
Além disso, a graaaaaande atuação dos atores e atrizes desse "Bruxa de blair" erudito, é ridícula e mediocre a ponto de não serem respeitadas nem as marcações no chão que delimitavam o cenário imaginário.
Minhas únicas ressalvas vão para Nicole Kidman, porque ela tá demais nesse filme, e o roteiro, que originalmente daria um bom livro, hahahaha.
Achei uma crítica que faço juz e faço dessas, minhas palavras.
retirado deste site:
http://kobashi.com.br/blog/index.php?itemid=355&catid=10
Dogville (2003)

O receituário nem é tão complicado assim: pegue aquela manjada mentalidade adolescente de engajamento panfletário, a mesma vista em dezenas de curtas espalhados por aí e a mesma a que fomos submetidos coincidentemente nesta semana num festival de cinema no MIS (como se vê, ela é imorredoura e internacional, não importa a idade mental de quem a abrace). Junte a isso uns Brechts mal lidos, umas doses do Dürrenmatt d¿A Visita da Velha Senhora e um blá blá blá ouvido de orelhada sobre a relação dialética que se estabelece entre escravo e algoz, por aí. No embalo, xaveque um punhado de atores conhecidos que estejam insatisfeitos com o comercialismo de suas carreiras e acene a eles com a possibilidade de um projeto ¿artístico¿ chancelado pela filmografia ¿épater le bourgeois¿ do diretor. Monte tudo como se fosse um ensaio de grupo de teatro amador que tenha o Antunes Filho como aspiração estética máxima. Pra terminar, enfie uma tonelada de dinheiro de emissoras de TV, órgãos e fundações francesas, dinamarquesas, alemãs, suecas, italianas, norueguesas, holandesas, finlandesas, japonesas e britânicas. Pronto. Aquele filminho que deveria ter dois minutos e deveria ter sido apresentado na festinha de encerramento do curso para aspirantes a videomaker se transforma num mastodonte insuportável que se arrasta por três horas e cuja arrogância só é menor que sua inconseqüência. E tem gente que chama enganação assim de ¿filme de arte¿, conspurcando uma etiqueta que não é lá essas coisas, mesmo, mas que pelo menos serve para salvaguardar filmes com mais dignidade, e bota dignidade nisso, que este. E o pior: roubou três horas do nosso tempo, o precioso, nós que estamos já naquela idade em que o relógio não nos é favorável.

postado por: ..::Sagazzz::.. 1:45 PM Comments:




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