.:: Alice No País do LSD ::.

Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.



Domingo, Maio 30, 2004

Não sinto pena/dó/piedade...
"Tadinho delo..." "Deus tenha piedade de mim..."
Eu não tenho. Aliás, bem feito...
Se realmente existe tal regra, de ação e reação, não há uma razão lógica para a piedade.
À que se faz, à que se paga. Brilhantemente simples?
Não sei.
Não tenho idéias nem coisas tristes pra contar. Nenhuma depressão me assola, a não ser a eterna inquietude de não ter minha privacidade.
As provas chegaram, e já não me sinto tão esperançosa quanto a passar direto em todas as matérias. Talvez uma fique para ser refeita daqui uma semana. Que pena. Queria passar alguns dias sem fazer absolutamente nada de importante. Tenho muitos livrinhos que gostaria de ler. Mas acho que vai ter qu ficar de lado, afinal, uma pesquisadora não terá tempo para literatura paralela.
Que saco, faz tempo que não encontro simplesmente todo-mundo-junto...
Saudades dos amigos e de ficar mutcho lôcaaaaaaaaa!!!!
Precisa-se de gotas com urgência!
Desligando...

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:18 PM Comments:


Quarta-feira, Maio 26, 2004

O sonho de toda fada é O Fairie Festival em Baltimore. Entre no site: www.fairiefestival.net


postado por: ..::Sagazzz::.. 1:20 PM Comments:


Domingo, Maio 23, 2004

Para os que não entenderam...
O decreto para a regulamentação dos tranceiros é uma brincadeira.
Mas incrívelmente um graaaaande número de pessoas não entendeu e criticou como se eu tivesse falando sério...
Infelizmente só vai entender quem participou de uma longa história de tiração de sarro de alguns comentários patéticos que às vezes as pessoas fazem sobre as festas.
Espero que eu não tenha sido mal interpretada pelos "leigos".
Muitas das coisas postasdas aqui, para serem compreendidas, precisam de background, ou seja, conhecer pelo menos metade da história do blog.
Abraço...

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:25 PM Comments:


Sábado, Maio 22, 2004

postado por: ..::Sagazzz::.. 3:22 PM Comments:


Quarta-feira, Maio 19, 2004

Manifesto do Zezinho feito devido a minha indignação quanto à mensagem de uma mina indignada na pista do psyfamily. Tudo bem que os iniciantes do trance podem ser às vezes pedantes, mas cada um tem seu tempo. Por isso ele escreve isso. Por que os que vão nas festas a mais tempo reclamam o tempo todo dos mais novatos.


Decreto 1320 de 17 de Maio de 2004

Dispõe sobre a regulamentação de tranceiros

O Ministério do Trance, no uso de suas atribuições legais e, considerando a desordem do sistema, DECRETA:

Art. 1º - Fica estabelecido, em caráter extraordinário, novo método seletivo de tranceiros

Parágrafo único - Todos deverão cadastrar-se e realizar os testes, em caso contrário serão considerados "pessoas nada a ver". Os testes levarão em conta os seguintes aspectos:

I - Número de DJs que você conhece. Consulte a tabela anexa para verificar quantos pontos valem cada DJ, variando de DJ Mega Vibe (1 ponto) até Rica Amaral (1000000000 pontos)

II - Número de festas que já freqüentou. Privates valem o dobro de pontos, claro.

III - Quantidade de roupas, acessórios e brinquedinhos flúor que você tem.

IV - Habilidades com malabares e afins

V - Número de fotos ou publicações de textos no Balada Planet

VI - Conhecimentos específicos sobre drogas

VII - Quantidade de arquivos de música unreleased que você tem no seu computador

Art. 2º - Tendo realizado todos os testes e, tendo em mãos toda a documentação necessária, cadastro no sindicato trancer, carteirinha e número de identificação, certificado de proficiência em trance, RG, conta de água e luz, exame de sangue e fezes, carimbo da entidade trancer filiada ao Ministério em sua cidade, 5 pulseirinhas de área vip de cores diferentes (flúor), autógrafo do Feio, o canditato poderá entrar com recurso solicitando a certificação master plus "DAZANTIGA", caso tenha como provar que já freqüenta as festinhas há mais de 10 anos.

postado por: ..::Sagazzz::.. 12:50 AM Comments:


Terça-feira, Maio 18, 2004

As provas estão chegando...
De todos os lados, todos os tipos de prova.
Meu apartamento está passando pelas reformas, assim como eu, e já me sinto meio que invadida. Minha sogra foi lá na sexta feira, sei lá, e resolveu que quer re-estofar nosso sofá.
Nós não ficamos sabendo que ela foi, até ela falar de estofar o sofá.
Me senti estranha. Invadida. Chateada. Não quero que ela fique indo lá sem nos dizer, palpitando e decidindo o que vai na nossa casa.
O que fazer com isso? Como falar com pessoas que não ouvem? Como fazer ouvir uma pessoa que não ouve por opção! Muito confuso. O Gui anda nervoso. Eu fico preocupada. Ele fica puta quando faz alguma merda, tipo levantar tarde e tal... Não me sinto culpada, mas não queria que ele se culpasse também.
A facu tá ficando mais difícil. To fudida nas provas, vou ter que estudar bastante dessa vez.
Já estabeleci um tema de pesquisa pra iniciação científica e falei com um professor sobre o tema. Ele disse que é muito profundo e que vou ter que estudar demais. Bem, é isso que eu quero, então devo aguentar. Bom, o que você acham disso?: A experiência religiosa através do transe na dança individual livre.
Acho que é um estouro. To pirando de pensar nas possibilidades.
Já me imaginei até dando entrevista (ridículo).
Cachorrinho faz pipi no tapete da sala. Grito, limpo, expulso ele. Ele volta. Abanando rabinho com cara de filhote. Derreto. Afago. E ele continua a roer qualquer coisa que não podia estar roendo, pelo chão...
Ele adormeceu no colo do Gui. Se eu deixasse, ele, o Gui, dormia com o Nick na nossa cama. Ele parece um bebê mimado, o Nick.

postado por: ..::Sagazzz::.. 12:55 AM Comments:


Sábado, Maio 15, 2004

Uma das minhas músicas prediletas:

Samba de uma Nota Só.
(Tom Jobim/Newton Mendonça).

Eis aqui este sambinha
Feito numa nota só,
Outras notas vão entrar
Mas a base é uma só.
Esta outra é consequência
Do que acabo de dizer,
Como eu sou a consequência
Inevitável de você.
Quanta gente existe por aí
Que fala fala e não diz nada,
Ou quase nada.
Já me utilizei de toda a escala
E no final não sobrou nada,
Não deu em nada
E voltei pra minha nota
Como eu volto pra você.
Vou contar com a minha nota
Como eu gosto de você
E quem quer todas as notas,
Ré mi fá sol lá si dó,
Fica sempre sem nenhuma,
Fique numa nota só.


postado por: ..::Sagazzz::.. 12:10 AM Comments:


Segunda-feira, Maio 10, 2004



To sem saco pra escrever hoje...

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:05 PM Comments:


Quinta-feira, Maio 06, 2004

Contradizendo o padrão que vinha vigorando até agora para o outono deste ano, hoje chove. E faz frio. E eu fiquei horas aqui no computador entretida praticamente numa masturbação mental, com pitadas de orgásmos intelectuais num gostoso papo filosófico com o Dani. É engraçado filosofar pela internet. O pensamento interpela minha velocidade com a digitação. Not very good.
E enquanto eu escuto as gotas lá fora, fico pensando no cachorrinho, o coitadinho, lá no canil, tremendo de frio, querendo meu colo. Mas não, tenho que resistir! Nós o chamaremos de Chicão, ou Xii Cão, já que sua fama de destruidor o precede. Tem uns dentes super afiados para os seus apenas dois meses. E seu xixi garante mira certeira no tapete da sala de estar. Mas sua barrigona de filhote e olhinhos suplicantes derretem qualquer vontade de matá-lo quando apronta.
Ontem foi um dia 50/50, sabe? Fui encontrar com meus pais no Hospital das Clínicas, onde minha mãe com consultar com mais um "especialista". Como existem especialistas neste mundo não? O cara é médico ortopedista chefe da equipe cirurgia de mão do hospital das clínicas. E disse que minha mãe não precisará de cirurgia. Que bom. Ela estava feliz. Eu relatei o ocorrido previamente neste blog. Minha mãe sofreu uma acidente dentro de casa e cortou um pulso com um caca de uma vaso que quebrou em suas mãos. Rompeu dois tendões. Ela anda com a mãozinha direita pendurada, por causa da dor, como um passarinho com asa quebrada. Mas isso não a abalou. Ela continua com as atividades dela e vai até viajar com meu pai semana que vem, de carro, para o sul, como dois adolescentes. Uma graça.
Apesar da notícia boa, tive alguns espinhos fincados no meu coração. Fui visitar minha vó no hospital militar. Ela tinha acabado de sair de uma cirurgia para remover um cancer. Às doze anos ela removeu vários tumores do cólon. Fazia tmpo. O tumor reapareceu no intestino. E lá foi ela remover novamente. Só que quando o médico abriu, detectou a metástase. Ele já havia se espalhado pelo fígado, pâncreas, e estava a caminho dos pulmões. Minha vovó está morrendo. A químio só vai adiar mais um pouco a única certeza da vida. Mas acho que ela quer viver mais. Quando me viu fez milhares de planos pra quando saísse de lá. Me falou de estar bordando um enxoval pra mim, e fez até um casaquinho de tricô para bebê. Isso provavelmente vai ficar guardado um bom tempo. Ela disse que é pra eu ir visitar ela em Praia Grande. Ela não sabe nem se vai sair do Hospital e já está fazendo planos. Ela realmente não quer morrer. Meu avô disse que tinha uma senhora na cama ao lado da dela na noita passada que não parava de gemer. Assustador. Ficamos conversando dos meus tempos de infância e as lembranças que eu tinha dela quando ela ainda tinha um terreiro de Umbanda no quintal. Me colocava para dormir no quarto de passe. Me colocava as guias. Eu sempre gostava dos dias de festa.
Sem saudosismos.
A faculdade começa a ficar difícil. Acho que esse bimestre não vai ser mais tão moleza...
A mãe do Gui comprou uns colares indianos pra mim, e deu pra ele me dar, mandando dizer que foi ele quem escolheu.
Ela tem um jeito todo gracioso e peculiar de dizer que tem carinho por mim. Nós ficamos as duas conversando todo dia depois do almoço, à mesa. Gosto de ouvir as histórias e os pontos de vista dela.
Percebo que ela ainda é aquela menina que se casou com dezessete anos com o Senhor Vicente. Às vezes acho que ela é muito solitária. Isso me deixa triste.

postado por: ..::Sagazzz::.. 7:50 PM Comments:


Terça-feira, Maio 04, 2004

Recebi esse texto do Luan. Não se foi ele que escreveu, mas está simplesmente demais.

O Homem é o novo rico da natureza. Assim que nos demos conta de que éramos
os únicos na vizinhança que falávamos, fazíamos as quatro operações e
conseguíamos encostar o dedão no mindinho, ficamos profundamente,
irremediavelmente bestas. Cobrimos a pele com panos, penteamos o cabelo pra
trás, passamos uma salivinha na sobrancelha, dissemos: adeus, bicho! e
saímos da selva.

Nem mal deixamos o bosque, passamos a esnobá-lo e a condenar as atitudes de
todos os seus habitantes. Nós éramos superiores! Nós dominávamos a natureza!
Nós usávamos ferramentas, meias e fio dental!

Novo rico que se preze, no entanto, dá bandeira. Há sempre um douradinho
além da conta, um sotaque suburbano escapando num momento de exaltação, um
conversível rosa com a placa mom ou dad. Com a humanidade também é assim.
Por mais que consigamos trocar nossos odores naturais por mentol, eucalipto
ou tutti-frutti, gastemos um bilhão de dólares em pesquisa pa ra criar
lâminas capazes de raspar perfeitamente nossos pêlos e cubramos toda a
crosta da terra com asfalto e carpete sintético, um ato sempre nos
denunciará o passado selvagem, a natureza animal: a cagada. Ali não tem
desculpa, não tem disfarce.

A merda é nossa ligação perene com a floresta, com o barro de onde viemos.
Aí não tem talher nem tailleur nenhum que nos diferencie da arara ou do
tamanduá. Nus como as trutas, acocorados como os cães, expelimos a verdade
universal, fisiológica, cilíndrica e obscura que por tanto tempo tentamos
ocultar. Somos animais!

Temendo uma reflexão mais elaborada sobre o assunto, e sabendo das
conseqüências que tamanha verdade traria uma vez revelada, desde cedo
cuidamos de camuflar o assunto. Fizemos com a bosta o que fazemos com as
putas, as drogas e tudo aquilo que é necessário existir, mas não é preciso
divulgar; marginalizamo-la. Condenamos as fezes ao ostracismo.
No início, enquanto vagávamos nômades, a coisa era bem fá cil. O sujeito
simplesmente se afastava um pouco da horda, fazia o que tinha de fazer e ia
embora, deixando as sujeiras para trás. Estávamos literalmente cagando e
andando.

Quando os primeiros povos dominaram as técnicas de irrigação e, portanto, a
agricultura, passaram a viver fixos num determinado local, e defecar ficou
um pouquinho mais complicado. O sujeito tinha que sair da aldeia, andar um
pouco, achar uma moita, cavar um buraco, fazer e enterrar. Durante muito
tempo a coisa rolou assim, trabalhosa, mas sem maiores problemas.

Foi o crescimento da população e das aldeias que começou a complicar o
processo. A moitinha ia ficando cada vez mais longe de casa, corria-se
sempre o risco de se encontrar um conhecido por lá e, pior de tudo, cavar um
buraco de segunda mão.

Dizem que foi um bretão chamado Walter Collins que teve a brilhante idéia:
cavar um buraco bem fundo no quintal de casa e cercá-lo por paredes. Em
pouco tempo a invenção de Walter, assim c omo suas iniciais, já podiam ser
vistas em grande parte do mundo. Parecia que o problema havia sido
solucionado. Mas veio a revolução industrial, o grande êxodo para as cidades
e os quintais, como se sabe, foram pra cucuia.

Talvez tenha sido esse o momento mais difícil da humanidade frente aos seus
excrementos, o clímax entre o Homem e sua sombra animal. Tivemos que trazer
a bosta para dentro de nosso próprio lar. Para que isso fosse possível,
bastava que jamais assumíssemos o verdadeiro fim do aposento que
covardemente, eufemisticamente, chamamos de banheiro. Sim, meus caros, para
não dar nas vistas, inventamos o chuveiro, a banheira, a higiene bucal, o
secador de cabelo, o rímel, o blush e o batom, a acne e os tratamentos
antiacne e todas as outras coisas para se fazer ali. Além disso, criou-se um
arsenal para se disfarçar o cocô: sprays com odor de rosas, sachês que
deixam a água da privada azul, verde ou rosa, exaustores, bidês e papeis
higiênicos perfumados.
< BR>Ali, naquele ambiente cientificamente controlado, podemos aliviar as
nossas necessidades com o máximo distanciamento possível. Após dar a
descarga, nosso cocô é mandado para esgotos submersos, que desembocam em
rios que vão dar lá longe no oceano. Sanamos o problema por enquanto, mas é
só uma questão de tempo.

Todo esse cocô está se unindo, formando o maior movimento underground do
mundo. Nossas cidades, nossos países estão boiando sobre rios de merda.
Fala-se muito no fim do petróleo e no fim da água, mas não será assim que
nós morreremos. Numa incerta manhã um cidadão dará a descarga e, como na
piada, ouvirá o estrondo: o subsolo, entupido, explodirá. A verdade,
reprimida por séculos e séculos, emergirá. Só nesse dia todos perceberão o
tamanho da cagada em que nos metemos desde o dia em que resolvemos sair da
floresta. E não haverá sachê nem bom ar que dê jeito. Como se sabe, só as
baratas sobreviverão.

postado por: ..::Sagazzz::.. 12:57 PM Comments:


Domingo, Maio 02, 2004



Voltei do Guarujá e tive uma deliciosa surpresa. Os pais do Gui trouxeram do Campos um filhotinho da cadela que deu luz lá. É uma mistura de pitt bull com labrador.
Uma belezinha. Tão inteligente, corajoso. Ficamos brincando com ele. Estou encantada. Agora dá pra matar um pouco da vontade de ter um cãozinho.
Logo tirarei fotos pra postar pra vocês verem tamanha fofura.

postado por: ..::Sagazzz::.. 11:08 PM Comments:




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