Não sei o que acontece, mas depois de um tempo, você nem pensa mais em sair de casa no fim de semana.
Eu fiquei aqui, até saí, pra falar a verdade, mas não aquele sair que agente sai quando é solteiro, está na caça ou está fugindo de si mesmo.
Eu assisti muitos filmes. Muito filmes bons e estranhos.
Na sexta fui com a Glá ver " A vila". Não sei porque tanta crítica em cima desse filme, ele até que é interessantinho. Como filme de suspense não dá susto nem medo, mas a história é muito bem pensada e o M. Night Shamallay(não sei se é assim que escreve), o diretor do filme, conseguiu manter a estigma que carrega desde o Sexto sentido, de fazer um filme com um final surpreendente.
No sábado fui no churrasco na casa de uma amiga da facu que está grávida. Ela mora num bairro muito longe, numa casinha simples que ainda não está mobiliada. Mas é incrível que mesmo nessa situação meio precária em que ela se encontra, grávida de sete meses, na faculdade, morando assim, ela está super feliz. Acho que a gravidez faz isso com as mulheres.
Pois bem, voltei do churras e resolvi alugar mais filmes. Fomos na 2001 e pegamos 3 filmes: Irreversível, Um ponto zero, e THX 1138. Devo discorrer sobre eles pois fazia tempo que eu não assistia três filmes interessantes de uma vez só.
O Irreversível é a coisa mais sinistra que eu já vi na minha vida. Sério! Seguindo a linha do Amnésia, ele também é contado de trás pra frente. Mas se você não tiver conhecimento desse fato, você só vai entender isso no fim do filme, porque ele não tem cenas em reverse como no Amnésia. Foi o que aconteceu com uma amiga minha, Aninha, que achou que o DVD tava gravado errado. Além disso as tomadas são de rotoscópio, todas manipuladas em giro 360 graus, parece que a câmera fica girando em torno dela mesma, o tempo todo. Pouca tomadas em Stil. Dá muita tontura, enjôo e incomodo. Se era isso que o diretor queria, ele conseguiu. Incomodar. Aém disso, o filme tem as cenas mais violentas que eu já vi. Uma de uma briga numa boate-antro onde um cara mata o outro batendo com um extintor de incêndio na cara dele, várias vezes, até fazer um enorme buraco na face do coitado. Chegou uma hora que eu simplesmente não conseguia mais olhar aquela cena. Outra que me impressionou foi a cena do estupro, muito real e assustadora. Enfim, um filme pra quem tem estômago, eu digo isso. No fim, ele exibe uma cena de mais de um minuto com uma tela braca piscando muito rápido. Dói os olhos, impressinante, muito incômodo, não sei se existe um significado específico pra isso, mas se era incomodar ele conseguiu.
O THX me surpreendeu, fiquei apaixonada pelo filme. Na verdade é da década de 70, o primeiro filme que o George Lucas fez, junto com o Copola, no Amrecan Zoetrope, o estúdio independente deles.
É simplesmente genial. Futurista, mas atual. É sobre propaganda e controle do governo sobre a mente das pessoas. O visual é muito interessante, lembrando que é um filme de orçamento baixíssimo, ele conseguiu mais do que um Minority Report da vida, além do que vale a pena pelo Robert Duvall ainda jovem atuando. Nem vou falar muito sobre esse porque vocês têm que assistir.
O último, o Um ponto Zero, eu ainda não entendi o final direito. Mas é bom. Ele tem uma fotografia muito interessante. O roteiro é furado. Histórinha de nanotecnologia, vírus de computador, coisas desse tipo. Mas a direção de arte me deixou intrigada, pois se trata de uma história altamente tecnológica, mas as ambientações eram extremamente orgânicas, paredes de madeira, couro, luzes amareladas. Diferente do que se vê em filmes high tech, com ambientes estéreis e luzes azuis. O final é confuso, não dá pra entender. Mas oferece uma boa visão da nanotecnologia, envolvida com a propaganda.
Domingo eu, além de filmes, fui ver o espetáculo de dança Metápolis. Nada de muito surpreedente. Interessante, mas esse formato Europeu, Belga, na verdade, é muito sério e seco. Bailarinhos de cara fechada e movimentos sem graça. Mas a proposta era boa. O cenário recebeu projeções de vídeo dos próprios bailarinos, em tempo real, e este se misturava à coreografia. No demais, nada demais.
Bom, é isso. Minhas resenhas. Eu não tenho tido vontade de poetizar sobre a minha vida, apesar de que muitas idéias têm rolado. Deixo aqui o mistério do meu não-relato pessoal, e me despeço com um seco... Adeus.
postado por: ..::Sagazzz::.. 11:19 AM
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