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.:: Alice No País do LSD ::.
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Drogas, sexo e psytrance. Como ser careta se exite fátima bernardes, gugu, vera loyola e colunistas sociais? Não quero ser chata, mas sim ser mais careta com LSD do que com a novela das oito. Leia, interaja, viva o non sense do real world. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.
Domingo, Janeiro 30, 2005
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Estilos de vida
Antes eu era assim: Tudo o que eu via viarava literatura, inclusive a minha vida. Minhas observações banais e minhas próprias experiências captadas no momento e tranformadas em poesia mundana e cheia de banalidades. As minhas vivências todas transformadas em pequenos deleites internáuticos para o pequeno publico de no máximo cinco pessoas que lia meu blog. Mas olhando pra trás e constatando isso, eu pergunto se eu realmente estava vivendo, ou simplesmente assistindo o filme da minha vida pra depois plagear essas historinhas pouco vendáveis e publicar neste blog.
Hoje estou assim: Passei do modo passivo-analítico para o pseudo-operante. Conversando com a Nat no MSN cheguei a conclusão de que estou despercebendo minha própria vida, talvez porque neste meu estado pré-reflexivo as coisas tomem a dimensão de poesia antes de ir pro papel, o universo contido em cada segundo, e eu não estou mais separada do mundo. Dizem que isso faz parte do processo de individuação e que a reintegração requer um processo oposto ao de isolamento. Mesmo assim me sinto isolada. Vejo que nem para criticar eu me posiciono mais. As outras pessoas não me provocam tédio como antes, mas agora eu mal as percebo. Comecei a ler três livros este mês, mas um deles passou da página 100. Será que eu passo da página 100 dessa história?
O Gui parece não ter nem tentado ler o prefácio da história dele mesmo. A vida dele, mais uma vez, está para amanhã. Amanhã nunca chega e eu estou ficando cansada e sem conseguir separar as minhas decepções das minhas alegrias. É um tédio do qual eu não me canso, pois eu nem chego a perceber que ele está aqui. E não tem ácido que me leve pra longe de mim agora, pois nem a minha tireóide me perdoa e deixa aquela maravilhosa molécula psicodélica me abater.
Na casa dos meus pais as coisas não estão melhores. Eu não consigo olhar muito tempo pra cara da minha mãe. Ela me dá ânsia de vómito, sério. E da minha boca as reclamações sobre ela, o problema da minha vida, só saem pra minha terapeuta. Pelo menos eu tenho a minha terapeuta.
Não diria que estou infeliz, na verdade a infelicidade é pra quem reflete sobre isso. Eu acredito estar bem, eu acho... Caminhar pra frente e parar de sonhar, cada vez mais. Acho que é por isso que a grande parte das pessoas, quanto mais velha fica, mais amarga se torna. Eu sou a pessoa mais sem novidades do mundo. Eu nunca mais tive nada pra contar pra ninguém, e olha que a minha vida é cheia de acontecimentos. Eu sou a Anti-heroína brasileira, contudo, meus finais são sempre felizes. Estranho...
postado por: ..::Sagazzz::.. 4:51 PM
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Segunda-feira, Janeiro 17, 2005
Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
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Dias de luz, festa do Sol...
Mais um reveillon, em mais um festival. Já é o terceiro ano consecutivo que passo o reveillon em festival. Acho que já deu a minha cota. Acho que já cansei de festivais.
Não sei. Muitas pessoas acharão isso um absurdo (né Robinho), mas eu não achei graça no Universo Paralello. Acho que careteei. Provavelmente eu passava os festivais todos dopada, por isso achava tudo o máximo. Mas agora tudo parece meio sem sentido nesses lugares, as pessoas parecem mentira, as músicas me irritam, as conversas me entediam...
Tirando a maravilhosa turma do nosso super acampamento equipadérrimo, o resto meio que passou em branco. Mas o show de malabares de fogo na virada me marcou.
Sete horas da manhã era o horário máximo. Não dava pra entrar na barraca depois disso. Em compensação era o melhor horário pra entrar no mar, depois disso, a aguá virava sopão, xixi, todos esses eufemismos para o sentido de Morno que tomava conta da água. Banho, nem pensar. Água de mangue, com gosto e cheiro de sangue. Terrível. Além de ter que esperar horas na fila. Eu sempre levava meu banquinho.
Somando as horas q fiquei na pista, se deu 3hs foi muito. Não estava no pique, só peguei alguns sets de prog e olhe lá, acabei perdendo a grande maioria dos sets.
Bom, depois do festival fomos pra itacaré, descansando por quase uma semana. Foi gostoso. Mas a verdade que eu ando totalmente indisposta, até mesmo pra escrever. Tiveram muitos momentos maravilhosos. Mas dá uma preguiça...
postado por: ..::Sagazzz::.. 4:01 PM
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