.:: Alice No País do LSD ::.

Este blog mudou, assim como sua autora. Agora drogas, sexo e psytrance não me interessam mais como antes, talvez só um pouquinho... Aqui, agora, só mora um pedacinho das minhas idéias, um pedacinho só. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.



???????, ?????? 29, 2005

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executado por: ..::Sagazzz::.. 12:23 PM Corneta!:




Estou querendo fazer uma tatoo baseada neste colar, que eu ganhei do Gui no natal.
É uma deidade retratada em Art Nouveau, parece uma sereia, mas em vez de um rabo de peixe ela tem um botão de papoula na cauda. Em cima tem uma papoula aberta, que simboliza o sono e a paz. Os olhos fechados dela também remetem a este significado.
Vou hj no Tattoo You pra ver o que agente pode fazer com isso...

executado por: ..::Sagazzz::.. 11:33 AM Corneta!:


???????, ?????? 26, 2005

Alguém perguntou sobre minha idéia de ato egóico na tentativa de se fazer alguém feliz.
Eu acho o seguinte: Quando você compra um presente pra alguém com a intenção de ver a reação da pessoa, você está fazendo isso para alimentar o seu ego, pra se sentir seguro e amado, pois presentear alguém é dar algo porque você acha que aquilo vai agradar a pessoa. Presentes sempre envolvem um certo risco. Quantas vezes ganhamos presentes que não gostamos? Mas mesmo assim temos que fingir que adoramos, para não decepcionar a pessoa que presenteou. Felizes as crianças que quando não gostam não exitam em falar.
Parte do mesmo princípio o esforço em se fazer alguém feliz. Ao meu ver esse esforço só serve pra provar a si mesmo uma certa capacidade de controlar a felicidade de outro alguém. Quando você faz um esforço pra fazer alguém feliz e essa pessoa reage com felicidade, você se sente bem consigo mesmo, não? Então pense, use a lógica: pra quem você faz o esforço? Pra fazer a pessoa feliz ou pra fazer você se sentir capaz e confortável com o poder que isso implica?
Todas as vezes que me senti muito feliz independeu do esforço de outra pessoa. Eu gosto de saber que pra uma pessoa estar feliz do meu lado, basta eu estar lá.

executado por: ..::Sagazzz::.. 4:18 PM Corneta!:


???????, ?????? 22, 2005

Nós somos o casal naquela mesa no canto do restaurante, que não conversa e nem ao menos se olha como os casais fazem nas mesas nos cantos dos restaurantes.
Tentar fazer alguém feliz é ato egóico, é mera satisfação das fantasias de poder e de controle. O amor bem vivido não se alimenta do meu esforço. Às vezes me sinto mais sozinha com ele do que quando estou realmente só.
Descobri um problema(mais um?): Eu estou sem atividades minhas, próprias. Acho que vou fazer um curso de origami.

executado por: ..::Sagazzz::.. 4:25 PM Corneta!:


???????, ?????? 21, 2005

Mapa mundi para idiotas do mundo inteiro


executado por: ..::Sagazzz::.. 4:37 PM Corneta!:


???????, ?????? 02, 2005

Como conversar sobre Deus com crianças

Na sala de aula:
"Muito bem crianças, vamos todos sentar em círculo, perninha cruzada, em ordem de chamada."
"Tia, porque agente tem que sentar de pernas cruzadas? E porque em ordem de chamada? Porque em círculo?"
"Tem que sentar assim, Luna minha querida, porque essas são as regras da escola."
"Mas tia, porque a escola tem regras? Porque as coisas tem regras? Quem faz essas regras afinal?"
"Você está inquisidora hoje, Luna! As regras existem para botar ordem no mundo."
"Inquisidora? hum... Quem faz as regras? Quem disse que tem quer ter ordem no mundo? Quem fez o mundo?"
" Ai, minha nossa Senhora! Mas você é danadinha hein!"
"Cê não vai responder, tia?"
"Foi Deus, Luna, Deus quis, Deus fez, Deus criou as regras e o mundo e tudo mais. Agora pára de perguntar e vamos cantar Cai-Cai-Balão."
"Mas quem é esse cara aí? Deus..."

Depois desta última pergunta a professora da pré-escola, como a maioria faria, foi direto para a sala da orientadora pedagógica, com a aluninha de 6 anos e pouco puxada levemente, mas com rigor, pelas mãos para uma conversa mais específica.

Na sala da orientadora:
"Lucinha, eu não sei mais o que fazer com essa menina, ela não pára de perguntar coisas i-rres-pon-dí-veis!"
"Calma, Marcia, deixa a Luna aqui que eu resolvo."
"Tchau tia Marcinha, boa aula!"

Marcia deu um sorriso de meia boca, balançando a cabeça de um lado pro outro, com as mãos cerradas e apoiadas na cintura. Deu um suspiro e arrastou os sapatos de volta à classe.

"Luna, pequena, o que você aprontou?"
"Eu não fiz nada, tia, juro! Eu só perguntei... Acho que a tia Marcinha não gostou muito das minhas perguntas. Mas eu não entendi o que eu fiz de errado..."
"O que você perguntou, afinal de contas?"
"Ah nem lembro mais onde começou, mas eu acho que o que deixou ela brava foi eu ter perguntado quem que era Deus. Cê sabe quem é, tia?"

Lucinha foi ficando rosa, vermelha, e por fim roxa. Como explicar isso pra uma criança de seis anos de idade? É claro que Lucinha, como a maioria das orientadoras pedagógicas faria, ligou para os pais explicando o "problema" da filha, e pedindo que eles tomassem uma providência.
Quando a mãe de Luna foi buscá-la na porta da escola, a cara não era das melhores. Luna começou a achar que tinha feito uma grande besteira. A mãe de Luna parecia estar com a mesma cara de todos os dias, o cabelo curto penteado de ladinho, brincos bem grudados às orelhas, roupas esportivas, uma garrafinha de água mineral na mão. Porém, a menina, como a maioria das meninas são, sentiu uma coisa diferente na atmosfera que rondava sua mamãe, uma certa tensão entre as sombrancelhas, uma respiração suspirante. O peito subia e descia muito mais alto do que normalmente. Agora ela tinha certeza de que tinha feito alguma besteira bem grande mesmo.

"Filhinha! Vamos embora? Papai está esperando agente lá em casa."
"Ué, mãe, ele voltou mais cedo do trabalho hoje?"
"Foi sim, meu amor. Foi sim..."

Neste último "foi sim" a garotinha já engolia seco, pois foi um "foi sim" acompanhado de um olhar distante, e uma pausa na caminhada, apenas por alguns segundos.
Em casa, o pai estava sentado à mesa da cozinha, segurando o celular pelas laterais, deslizando os dedos nelas enquanto o telefone virava pra frente, pra trás, cabeça pra cima, cabeça pra baixo. Luna sabia que quando ele fazia isso, era porque estava pensando em alguma coisa muito séria, muito séria mesmo.

"Oi papai!"
"Filhinha! Senta aqui, agente vai conversar, eu, você e a mamãe."

O coraçãozinho da menina palpitava rápido, sua rspiração ficou curta e suas mãozinhas suavam.

"Filha, tem alguma coisa errada?"
"Não, pai, por que?"
"Porque você fez aquilo lá na escolinha?"
"Fiz o quê, pai?"
"Aquelas perguntas"

Agora ela já não entendia mais nada. O que havia de tão errado perguntar aquelas coisas? Porque mamãe ficou tão quieta e distante? E o papai, tão nervoso? Afinal de contas, quem é Deus? De onde viemos? Pra quê estamos aqui?

"Filha, a mamãe ligou pra uma amiga dela que é muuuuito legal, legal mesmo. Você vai adorar ela. A partir de amanhã você irá brincar no escritório dela uma vez por semana, está bem?

Luna abaixou a cabeça, os olhos marearam. Ela sabia do que se tratava. Era uma psicóloga infantil. Uma coleguinha de classe frequentava uma também, desde que seus pais haviam se separado. Parecia ser divertido. Mas mesmo sendo esperta, mais esperta do que a maioria das crianças de sua idade, Luna fez suas racionalizações, e nelas chegou à conclusão de que seus pais iriam se separar. Era uma regra do mundo. E Deus que quis, fez e criou tudo isso. Quem é esse cara afinal? Porque ele me faz sofrer? Porque ele separou meus pais?

"Mamãe, papai, desculpa. É tudo culpa minha mesmo. Eu não quero que vocês se separem por minha causa nem por causa de ninguém."

No "ninguém" ela olhou pra cima, franzindo a testa, dando bronca no vazio.

Luna frenqüentou a tal psicóloga durante cinco anos.
Eventualmente seus pais se separaram, coisa comum em mais da metade dos casais de seu tempo.
Quando ela era adolescente virou hare krisha por sete meses, depois budista, e se converteu ao judaísmo. Na Índia conheceu um Guru e se tornou a 68ª esposa dele.
Quando voltou pro Brasil se casou com um católico, na igreja.
Um dia desses seu filho de 4 anos e meio lhe perguntou de Deus. Ela disse mais ou menos assim:

"Pedrinho, feche os olhos bem de levinho. Agora dá um suspiro beeeem grande. Qual a primeira coisa que apareceu na sua cabeça?"
"O cheiro do seu perfume, mãe."

Um sorriso gostoso se instalou em Luna. Ela lembrou da simplicidade que tinha sua percepção das coisas quando era criança.

"E o que você acha do perfume da mamãe?"
"Uma delícia, mãe! Dá até uma tonturinha quando eu respiro assim, beeeeem fundo."

O peito dele subiu bem mais alto do que o normal. Ele soltou o ar fazendo cara de soninho.

"Pois bem, Pedro, sabe essa tonturinha gostosa que você sente quando cheira o perfume da mamãe?"

Ele sorriu.

"Isso é Deus, meu filho. E tudo mais que te deixar com essa sensação maravilhosa de quentinho no coração."

Uma fala acompanhada de cócegas e muitas risadas de criança. Coisa que sempre deixou o coração da Luna com uma sensação maravilhosa .

executado por: ..::Sagazzz::.. 4:15 PM Corneta!:


???????, ?????? 01, 2005

Bebezinho esperto esse aí...

executado por: ..::Sagazzz::.. 6:58 PM Corneta!:




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