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.:: Alice No País do LSD ::.
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Este blog mudou, assim como sua autora. Agora drogas, sexo e psytrance não me interessam mais como antes, talvez só um pouquinho... Aqui, agora, só mora um pedacinho das minhas idéias, um pedacinho só. ACESSE SEMPRE OS ARQUIVOS.
Terça-feira, Agosto 23, 2005
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Andei lendo os arquivos à procura de um lance que a Daniele me falou, mas acho que foi um engano, porque não tinha nada lá sobre o Luan, à dois anos atrás.
Cara, esses arquivos... Eu adoro ler os arquivos. Parece que estou lendo coisas que uma outra pessoa escreveu. Nossa, como eu escrevia bem. Hoje meus textos são pedantes, até eu fico de saco cheio desses posts ridículos que eu escrevo.
Mas naquela época, não sei, mas eu era muito mais, digamos, preocupada, com a estética do que estava escrevendo. Meus textos eram confissões nem um pouco espontâneas, apesar de muitos terem caído na tentação de acreditar que eram.
Um dia um amigo, o Dani, me disse que ele queria muito conseguir escrever como eu, que isso era um dom e tal. Eu não acho, não acho mesmo.Eu acho que o que acontece é que tem pessoas que precisam se sentir menos sozinhas, como eu, por isso escrevo. O mais engraçado é que as pessoas que se sentem sozinhas como eu são as que se identificam com esses textos, mesmo eles não sendo muito fidedignos à minha realidade total.
O que eu acho mais engraçado é que essa solidão toda, que me impulsiona a escrever, não é de todo ruim. Aliás, acho que não é nem um pouco ruim. Até sinto falta de me sentir realmente só nos dias de hoje. Quando eu me sentia só, no meu apartamentinho em Campinas, os detalhes alheios a mim ficavam muito mais poéticos e passíveis de metáfora e analogia. Agora é engraçado, mesmo eu me sentindo sozinha com o Gui, que é mais fechado que ostra de rio, eu não produzo aquelas poesias em prosa que estão naqueles posts de 2003.
E é estranho, que cada vez mais eu não quero me relacionar com os recadinhos deixados aqui. Recadinhos desesperados, projetivos, tão interpretativos. Antes eu queria admiradores. Agora eu quero passar em branco, ser desapercebida, anulada, normalizada.
executado por: ..::Sagazzz::.. 5:00 PM
Corneta!:
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Segunda-feira, Agosto 15, 2005
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Aproveitando o gancho de Daniele Andrade sobre o conceito harebol de ser...
Com certeza poucos entendem o conceito harebol de ser.
Dificilmente quem foi genuinamente harebol consegue se distanciar o suficiente deste estado para compreender a complexidade disso que eu considero quase que como uma patologia raver...
Pra quem não sabe, harebol é tipo um namaste ou um salamaleico sei lá, cumprimento hare krishna, muita gente, pricipalmente os harebols originais, não sabem pronunciar, e acabam falando "haribô", manifestação típica dos haribols da rave.
O harebol raver é o típico esotérico de internet. Conhece um pouco de tudo, tudo muito superficialmente. Participa de diversas listas de discussão na internet, desde calendário maia a xamanismo. O harebol raver usa túnicas ou roupas tie die, colares com penas ou dentes ou coisas penduradas, anda descalço, por mais acidentado que o terreno seja, e quando está muito no grau, louco de extazy ou acido, fica louvando ao sol, num canto da pista, com os braços levantados com as mão espalmadas e suspirando profundamente, sentindo a vaibe "vibe" da festa.
O harebol quando anda parece ter amortecedores da nike na sola de seu chinelinho de couro, ou no pé mesmo. É suave e transmite aquela atmosfera profética dos sorrisos búdicos no nepal.
Enfim, eu poderia falar durante horas sobre o conceito estético-social do harebol raver, mas é tão chato que enjôa.
A verdade é que o harebol é mais um tipo de viagem extazy-acido, só que ela é temática, como a disneylandia, só que cheia de drogas. hahahaha
Confesso que eu mesma já trilhei esse caminho harebol. Quase aderi, e quase me associei a símbolos do harebol reivístico de São Paulo.
Mas encontrei a luz!!!!
Eu pratico yoga, mas eu não frito na vibe!!!
Amém.
executado por: ..::Sagazzz::.. 2:21 PM
Corneta!:
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Quarta-feira, Agosto 10, 2005
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Cinema em casa
Acho que o povo aqui sabe que eu sou meio viciada em cinema.
To sempre comentando alguns dos vários filmes que eu vejo durante a semana.
Agora estou particularemente feliz porque a HBO entrou na Sky, finalmente. Pra quem gosta de cinema, ter Telecine é uma robada total.
Eu vi dois filmes na HBO esse fim de semana que valem a pena ressaltar. Um é o dinamarquês "Reconstruindo o amor" ou simplesmente "Reconstruction". A história em si nada de mais, eu quase nunca me pego pela história, mas a linguagem do filme é muito sofisticada, vários truquesinhos de edição que dão ao filme uma cara moderna e surreal. Além de que o filme é totalmente meta-linquagem, que eu adoro. É um escritor escrevendo uma história de amor, e a história que ele escreve fica se passando paralelamente às cenas dele sentado escrevendo. Ele mesmo é um dos personagens da história, e ele mesmo dá finais alternativos, dando bem o tom de narrativa de reflexão. Adorei, os escandinávos estão definitivamente lá na frente, seja em termos de música, seja no cinema. Não tenho palavras.
Outro que me deixou meio boba foi um filme com o Adam Sandler. O cara é bem famosinho, ator de comédias bobas, sempre faz o mesmo tipo de personagem. No "Embriagado de amor" o personagem não é diferente. Inseguro, submisso, descontrolado. Sempre se dá mal. Mas a classificação de gênero "comédia" não me satisfez. O filme te faz sentir dentro de uma verdadeira bad trip da vida real. O cara é irmão de sete mulheres, todas controlam sua vida, deixando-o sem nenhuma privacidade, humilhando-o constantemente, na frente de qualquer um, reprimindo-o ao máximo. Coitado, de engraçado isso não tem nada. Bom, enfim, o desenrolar da história é ótimo, pra quem gostar de pensar um pouco mais do que o normal quando se vê um filme comercial.
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Expressionismo moderno
Pi, Erasarehead, The Jacket. Três filmes similares em três tempos diferentes.
O Pi muita gente conhece. Se tornou um cult entre os moderninhos intelectuais. Tem uma trilha sonora impecável, com os melhores nomes do IDM: Autechre e Aphex twin. A história é batida pra quem tem um conhecimento mais aprofundado em física e teoria de sistemas. Mas vale a pena, é uma releitura do cinema expressionista alemão da década de 30. Aparencia escura e sinistra, e trata basicamente da estética insana.
Erasarehead, esse é de louco. Não é por menos. David Lynch se iniciou nos longas-metragens nesse aí. Sinistro, expressionista pra caralho, cheio de metáforas indecifráveis, nem ele sabe explicar o filme. Mas vale a pena, se você é fã incondicial de Lynch como eu.
The Jacket. Esse é novo. Não é filme de estúdio grande. É da Warner independent movies, um subsetor do estúdio que consegue reunir grandes produtores e pequenos diretores do lado de fora do mainstreem. A produção é do Sodenberg, e tem Adrien Brody (O pianista) como protagonista. Esse cara é especial. Além de ser um charme. O filme é tipo "Efeito borboleta" alternativo. Mais pesado e violento, mais profundo e difícil de entender. Gostei do começo ao fim. É daqueles filmes que quando termina dá uma deprêzinha, porque você simplesmente queria mais. Trilha sonora excelente. Vou agora mesmo procurar no soulseek, hehehe.
Alguém notou como os cartazes são semelhantes?
PS: Pra não falar de mim, falo de filmes.
executado por: ..::Sagazzz::.. 1:57 PM
Corneta!:
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Sábado, Agosto 06, 2005
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Alerta: este post é chatinho, é só algo que eu fiquei com vontade de escrever. É egotrip e com certeza não vai interessar à maioria de vocês...
Sábado é sempre a mesma coisa...
Bom, é assim:
Acordo sempre muito tarde, lá pela uma hora da tarde, primeiro que o Gui, ele tem muita dificuldade em sair da cama, todo dia.
Levanto, faço meu ritual matinal de cuidados com a pele, escovo os dentes (minhas gengivas sempre sangram), e vou tomar café da manhã.
Eu sempre como alguma coisa. Pão (se estiver duro, passo manteiga e ponho no microondas), leite (quando está calor e tem leite gelado, eu tomo leite com nescau), e de sobremesa um copo d'água pra engolir meu anti-depressivo. Ontem eu estava com dor de cabeça, e, por força do hábito, fui tomar um dorflex e acabei tomando o anti-depressivo, sem perceber. A dor de cabeça passou, mas demorei a dormir, fritando na Tv vendo programa do Discovery channel.
Depois do café, o Gui levanta. Geralmente eu faço o leite dele. Ele nunca come nada, nem um pãozinho. Mas toma litros e litros de leite com nescafé. Aqui nós chamamos de maneca. É uma brincadeira da minha infância. Meu pai sempre foi cheio dos neologismos, inventando novos nomes pras coisas, que na verdade muitas vezes não fazem nenhuma lógica, mas mesmo assim pegou, pra sempre. A maneca foi uma delas. Ele inventou essa para eu largar a mamadeira. Ele dizia que tomar leite sem ser na mamadeira era mamar na caneca, e disso variou para maneca. Pois bem...
O gui adora minha maneca (hahaha, isso tem conotações sexuais hahaha). Ele toma, uma ou duas manecas, na frente do computador, fumando um cigarrinho (saudável ele).
Eu fico na cozinha, lendo o jornal. Eu assino o Estadão. As sessões que eu leio são: Internacional, Metrópole, Caderno 2, o Guia da semana na sexta feira, o carderno de Turismo, e no domingo (meu dia jornalistico favorito) o Aliás e o suplemento de decoração.
Pois bem, dixavado o jornal, parto para as arrumações. Arrumo a sala. Geralmente tem nela jogados cobertores e roupas, porque quando eu chego em casa a primeira coisa que eu faço é tirar o sutiã, e depois, quando já estou no sofá babando, tiro o resto. Não gosto de ficar de roupa. Não consigo.
Recolhida toda zona e os restos de comida, papel de chocolate, embalagens e copos, arrumo a cozinha. Não costumo lavar a louça porque a Maria sempre vem na segunda de manhã. Cozinha arrumada. Parto para o lobby. Sempre muitas bolsas, mochilas, chaves e roupas no lobby. Recolho tudo. Arrumo o aparador, ele tá sempre cheio com as minhas bagunças de pequenos papéizinhos e cartões de loja e coisas assim.
Para o quarto... O meu quarto ainda não tem decoração. Moro aqui a mais de um ano, mas ainda não deu pra fazer nada. O Gui não me ajuda; as lâmpadas caem penduradas de buracos no teto, e ele não deixa chamar alguém pra fazer esse serviço, alegando que ele mesmo quer fazer, mas isso já faz um ano, eu estou começando a ficar meio puta.
Anyway, arrumar a cama, recolher as roupas do Gui que estão jogadas no chão. Muitas vezes eu cismo de mudar as coisas de lugar ou acrescentar algum enfeite e tals. Hoje por exemplo eu, mais uma vez, revolucionei a decoração, hahaha.
O closet esta semana estava apinhocado de roupa em cima das coisas. Eu não arrumei nada. Tive muitas coisas pra resolver. Eu guardo minhas roupas, mas não guardos as do Gui. Ele guarda a zona dele uma vez por mês. Não quero mais ter que arrumar coisas dele. Cansa, de verdade.
Depois de guardar as roupas eu arrumo o banheiro. Hoje eu cismei de arrumar também o banheiro do quarto de hóspedes. Coloquei ums algodões e cotonetes lá, uns cremes e uma pinça ( não sei porque, mas muitas hóspedes já pedirem uma pinça emprestada).
A casa agora está toda arrumada. É totalmente neurótico, mas eu fico feliz em ver minha casa arrumada, e ver que eu consigo ser eficiente nas minhas funções mais primordiais.
O Gui saiu pra andar de Skate, como todo dia ele vai. Eu nunca vou, não gosto de ver ele andar de Skate porque ele é louco e sempre se arrebenta muito mesmo. Agora ele está praticando plantar bananeira no skate em movimento. Eu fiquei escandalizada quando ele me disse isso mostrando um video de um tal Robert Mullen (acho que é esse o nome dele), que é um cara que faz malabarismos incríveis na pranchinha de rodas...
Todo dia eu faço tudo igual. Fim de semana não é muito diferente. Eu gosto. Tolos os que reclamam da rotina. Tornar ela prazerosa é realmente uma arte, por mais clichê que essa frase possa parecer.
Quando o Gui sai eu geralmente fico sozinha porque nunca meus programas e horários coincidem com os dos meus amigos. Agora estou sozinha, tem apenas uma pessoa falando comigo no messenger, e eu na verdade nem queria falar com ela.
Acho que só me resta praticar yoga.
Ohm namah shivaya... Chidanandarupa shivo ham shivo ham
executado por: ..::Sagazzz::.. 4:33 PM
Corneta!:
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Quinta-feira, Agosto 04, 2005
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Ontem, hoje e amanhã...
Deixe-me lhes contar algo sobre Pindamonhangaba...
Cara, os tempos que eu morei em Pindamonhangaba foram com certeza os mais infelizes da minha vida.
Quem vive ou já viveu em cidade pequena sabe do que estou falando. Nunca sofri tanto como sofri com os tais "amigos" e conhecidos pela cidade. Eu nunca pude ser o que sou, eu nunca pude expandir e explorar todo meu potencial naquele inferno.
Nossa, é muito engraçado lembrar das situações às quais me submeti para me impor como pessoa naquele lugar. Passei dois anos inteiros com os cabelos ridiculamente tingidos de pink, entre outras cores ridículas, pra que as pessoas realmente não se aproximassem de mim, mas hoje sei que era só mais uma rebeldia adolescente pra chamar a atenção, sorte que eu saí dessa, porque era bem patético, mas eu tinha como desculpa a minha idade. Sempre arrumei os namorados mais "feios" por que com eles eu conseguia ter uma conversa que fosse além das futilidades da nata social pindamonhangabense.
O mais engraçado de tudo é que a grande maioria dos meus amigos daquela época hoje não me despertam nenhuma grande emoção (com excessão de alguns, que eu guardo muito forte no meu coração). São pessoas realmente vazias, por mais que algumas delas achem que não são; não dá pra esperar muito deles, afinal, são pseudo-intelectuais burgueses, que se acham o máximo e super ricos (quando na verdade não têm onde cair morto), e que continuam exatamente a mesma coisa que sempre foram: uns carentes.
Olhem, eu mudei muito sim. Mas eu nunca fui de chorar demais, acho até que sempre fui muito fria. Na verdade sempre gostei de ser um pouco mais cinza do que o normal, isso me rendeu ótimos textos ao longo do percurso.
Não me arrependo de muita coisa. Acho que me arrependo de ter me realcionado com um monte de gente que não tinha nada a ver comigo quando eu morava em Pindamonhangaba. O depois, depois de Pindamonhangaba, é o que eu considero o real começo da minha vida, quando eu realmente comecei a me sentir feliz e completa.
Antes eu fazia um esforço tremendo pra ser "diferente". Agora eu sei que não preciso, nem me esforçar, nem querer ser diferente. Quem me conhece, me conhece mesmo; não tenho que ficar me mostrando 100%, nem mesmo aqui, nesse espaço de fantasia.
Às vezes entram pessoas na minha vida, seja através daqui, ou daquela porcaria de Orkut, e eu não consigo lembrar quem é. Muitas pessoas apareceram, e eu recusei, ou ignorei, categoricamente. Quando fui pra lá, pra Pinda, reencontrei um monte de gente do passado, inclusive as pessoas com quem eu estudei, que me humilharam ao máximo, sempre. Era o alvo das humilhações. Hoje essas pessoas olham pra como se nunca tivesse acontecido nada. Por dentro me dá um comichão, dá vontade de contar tudo o que eu fiz nos últimos cinco anos, todas as aventuras e desventuras, me sinto super-mulher, é a única solução. A única, senão eu me tornaria mais uma corcunda que senta no fundo da sala e ninguém sabe nem o nome. Acho que é isso que acontece com essas pessoas. Elas são tão humilhadas, dentro e fora, que o potencial fica massacrado pela resignação. Acho que talvez por isso eu me sinta atraída pelos excluídos de maneira geral.
Sabe, a grande maioria dos caras com quem eu me envolvi na vida já me pediram desculpa. Eu sempre fui zoada por meninos, quando eu era menina. E eu sempre me apaixonei, muito facilmente, e me entragava, abria meu coração todo, pra ser jogado no lixo e virar fofoca da cidade. O mais incrível é que nesse aspecto eu nunca mudei. Persisti até encontrar uma pessoa que não me matasse, como todo mundo sempre fez. E valeu a pena, todo esse sofrimento amoroso não foi em vão;
Eu tenho um homem pra toda a vida, meu companheiro. Daqui uns poucos anos teremos filhos, uma casa, e muito animais de estimação. Eu serei cientista e escreverei muitos livros importantes. Esse é o sonho, é normal, é simples, eu sou assim, "normal".
Eu não sou nostálgica, meu agora é muito mais feliz, talvez por isso eu escreva bem menos. Amanhã é que me interessa. Hoje eu vivo. Ontem eu levo pra minha terapia.
executado por: ..::Sagazzz::.. 3:50 PM
Corneta!:
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Segunda-feira, Agosto 01, 2005
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