Com quase uma semana de atraso: Festa no apê...
Como toda festa que você resolve fazer em casa, essa não foi diferente num aspecto específico: Deu um puuuuuuta trabalho. Ainda mais que eu deixei tudo pra ultima hora. Mas o resultado foi incrível. Por doze horas ou mais, minha casa virou palco das maiores esquisitices que eu já vi meus melhores amigos fazerem.
Quinhentos milhões de reais em comidinhas e goró, setecentas horas de faxina pós-balada, muitos copos quebrados... Suas amigas jogando flores em você enquanto você rola no chão da sala ao som de sotaques nordestinos vindo te despertar - não tem preço!
Imaginou a cena? Parecia sonho. Depois de todos convidados chegarem (mais de trinta!!!), nos organizamos, orquestrados pelo Luan como nosso mestre cuka e o Gui de provider, para a degustação do maravilhoso drink de Sagatiba com leite condensado, gelo e suco de uva, e o ingrediente secreto que todos estavam esperando: suco mágico de frutas dos ursinhos Gummy!
Cinco gotas e meia diluídas para vinte e cinco pessoas (alguns ficaram de fora por opção própria), num super drink só pra fazer pano de fundo.
Bom, minha intenção era apenas dar "uma luz", por isso diluí tanto assim. Ms parece que o processo todo de minimizar os danos não foi muito efetivo, já que até tomar banho de três meninas de uma vez só no box do quarto de hóspedes rolou.
Muito engraçado, toda vez, sem exceção, na hora que bate, seja gota ou papel, ou qualquer outra coisa, me dá um sono terrível, uma moleza misturada com mal estar que demora a passar. Eu fico esgotada, sem energia, sem conseguir dar uma gargalhada boa daquelas... E é claro que não foi diferente na festa. Bateu aquela vibração no estômago, visão meio confusa, tonta. Fui andando pelas salas, checando o pessoal, todo mundo meio com uma cara estranha (hahaha). Já conheço essa cara. "Tá tudo bem por aí", jóinha?, just cheking... Eu sou uma mãe mesmo pra esses doentes...
Pois bem, passando mal, vou deitar no chill out improvisado na sala de meditação, rolando aquele som meia boca que os meus brods trancers gostam de tocar. Deixa quieto, eu amo eles, façam o que quiser, a casa é sua e tals...hehehe.
Deitada no chill out num cantinho discreto (não quero passadera na frente da galera). Sempre dou umas fibriladas de início, mas faço questão de ser discreta ao máximo quanto a isso.
Já no meio da fibrilação, escuto ao longe: "ÓÓÓhhh xenti bixinhu, éssa bixa tá é lôca dimais da conta!" -------voz da Gabriela, minha melhor amiga, e a mais loca também. Encarnou a Severina do Agreste di jeito na mesma hora que o ácido bateu. Socorro!
Eram todas, todas as mulheres encarnadas com o éspiritu du Mague Sêco, Tieta, Ivete Sangalo... hahaha. Todas de uma vez, todas as minhas lindas, as que moram longe, as que moram perto... Todas com amarelas gérberas em cima de mim, falando aquele Agrestês arraxtado da peste! Desmanchando flores, beijando com flores, plantando-as em meu coração.
Parecia um sonho, daqueles que você acorda sem entender nada, só que em vez de estar dormindo, eu tava locoooonaaaaa. Nossa, foi um dos momentos altos da minha vida, um auge, um êxtase (hehehe).
Pois bem, depois das flores, por incrível que pareça, eu não neurei na zona de petaladas amarelas pisadas no assoalho da salinha. Perco meu tempo pra ressaltar isso, pois quem me conhece sabe o quanto eu sou neuras com limpeza e arrumação.
Depois de certa hora a festa já não tinha mais um núcleo que concentrasse a galera num ponto da casa. Depois do superdrink as pessoas iam se aglomerando onde achavam melhor. No lobby, na cozinha, na porta do banheiro.
O fato de o uso de calçados ser proibido nas dependências da casa fez com que a galera ficasse mais à vontade. E eu fiquei feliz, afinal essa foi a primeira festa no apê e eu consegui realizar meu objetivo: fazer as pessoas se sentirem em casa.
O povo se espalhava pelos sofás e no tapete no chão da sala de TV, se apinhocavam duas, três pessoas na mesma poltrona da janela pra conversar, e, curiosamente, o degrau do nível que existe entre a sala de meditação e a de jantar tornou-se um ponto de encontro, bem no meio do caminho, entre o nada e o lugar nenhum.
(Ganhei vários presentes legais, inclusive livros incríveis! Apareceu gente que eu não esperava mas que foi ótimo, e não veio quem eu esperava e que ia ser melhor ainda...)
Mas não tem problema. Quem veio não esquece. Quem veio quero que volte. Quem não veio será obrigado a vir na próxima.
Aconteceu mais um milhão de coisas; não to com coragem de contar tudo, ainda porque vocês mesmos leitores não vão entender muito. Afinal, quem entende uma viagem de ácido, ainda mais com 30 pessoas juntas?
Só sei que foi inesquecível, como eu ouvi da boca de muita gente aqui. A Gabi me disse algo que me fez muito satisfeita: "Você realmente sabe dar uma festa de arromba!". Me senti na jovem guarda com esse "arromba" nesse sentido, hehe. Mas realmente, adoro reunir meus amigos em casa e poder proporcionar a eles momentos como esse, A-d-o-r-o!!!
Infelizmente o Gui também ficou muito louco e esqueceu de tirar fotos. Quando fui ver só tinhas umas fotos viagêra que eu não consegui identificar o que era.
Infelizmente, em segundo lugar, eu esqueci do bolo e das velinhas..... e do parabéns. Não, eu não esqueci de comprá-lo, esqueci de servi-lo. Chegou uma hora que eu perdi o controle da minha própria casa e as coisas começar a se (des)organizar sozinhas.
As coisas que esse DOCE faz...
°Sagazz no Teatro Mágico°
Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s: