Eu fui emoldurada!!! Fast frame trinta minutos!!!
Chame o Bill, ele resolve seu problema, "Ajudante". Tem gente que vai embora e eu dou Graças!
Tem gente que fica desesperada por identificação, e essa ânsia por ser diferente não é diferente de ser coca-cola.
Se você preza tanto o ser diferente, "antenado", descolado (com honras à Gabiruska!), porque quer tanto se identificar comigo?
Gente, um pouco de teoria pra vocês.
A projeção é a marca da objetivação do ser humano no mundo. Ele cria seu mundo subjetivo à partir da interiorização dos conceitos disponíveis na realidade social. Depois ele externaliza essa subjetividade, à todo momento. Isso obviamente altera a realidade social. Ou seja, um círculo vicioso. Não no mal sentido. É bom, é normal, as coisas SÃO assim...
Quando você projeta em alguém, seja suas expectativas, seus problemas, defeitos e outros espelhos do tipo, você não está enxergando o outro, e sim a si mesmo. Então, do mesmo jeito que você se sente muito bem ao ler as coisas maravilhosas, as pílulas de sabedoria que eu escrevo aqui, por se achar assim, brilhante mesmo, você também vai se sentir mal com a minha habitual banalidade, já que ninguém é interessante 100% do tempo, Graças a Bill!!!
Eu achava as festas de Psy o auge da libertação das amarras sociais. Pra mim isso era super "in". Agora eu olho isso tudo e penso o quanto essa galera é careta. Sim, careta.
Tem dias que eu não tenho a mínima vontade, ou energia, para ser interessante como pessoa. Todo mundo tem seu momento "normal", se é que se pode dizer isso. Quem me conhece sabe o quanto eu sou muuuuitíssimo louca. E sabe mais ainda o quanto eu sou normal. Se todo mundo fosse o tempo todo interessante, seria como ir na PUC: um festival de excentricidades, uma adulação, em fim, um porre.
Bom, eu particularmente me acho muito interessante. Minha mãe também.
Meus amigos também são muito interessantes.
Porém, eu leio o Estadão todo dia, faço exercício (pelo menos não vou à academia né? dá um desconto), tomo muito ácido (ainda! pode acreditar), leio coisas interessantes, escuto músicas que você não imaginaria o quanto é interessante, ouço rádio USP FM e Eldorado e AM. Assisto LOST e ER. Não sei cantar nenhuma música do Legião Urbana, mas na minha adolescência ouvi muito Planet Hemp. Quando eu vou numa praia deserta fico pelada. Eu e minhas amigas temos brincadeiras que só nós entedemos e rimos delas (rimos muito mesmo).
Enfim, assim como o jornalismo em si, este blog não é factual. O fato, a realidade integral, não é possível ser descrita, ou relatada, e acho sim, que isso é como um diário. Estou até imprimindo lentamente meus posts, para deixar para meus filhos e netos lerem quando estiverem preparados para a revelação da mãe totalmente doida, porque afinal, dentro do possível, pretendo ser uma mãe "normal".
A discrição é sinal de maturidade. A radicalidade não.
Já tive cabelos pink e piercing, e "não lia os veículos de mídia de massa", mas com o passar do tempo e da experiência (não é muita, tenho apenas 23 anos), aprendi a utilizar os recursos disponíveis para navegar pelo mundo, é lógico sempre com um belo de um filtro crítico.
Eu fui emoldurada sim. Eu comprei o estilo de vida saudável (em alguns aspectos, claro, pois continuo fumando como louca), assim como, antes disso, eu tinha comprado o estilo de vida radical, "descolado", crítica, que não deixou e nunca vai deixar de existir.
São todos pequenos grupos de estilos divididos em dois grandes grupos, dois lados da mesma moeda. Tem o grupo do sim, e o grupo do não. Eu particularmente nunca fui muito do grupo do sim. Mas agente tem sim que saber transitar pelas polaridades ideológicas. Eu ainda to mais pro não. Com certeza.
Mas quando você, em algum momento da sua vida, repetir os padrões social vigentes ensinados pelos seus pais, e se casar, pensar em filhos, carreira e outras coisas, você vai estar indo em direção ao sim. É um estilo de vide de "direita", por mais de esquerda que você seja. E é a mais absoluta verdade do senso comum: você engorda, perde o tesão de transar, diminui o ritmo da sua vida social...
Então, eu não tenho muita escolha. Eu adorava o corpo que eu tinha, era bom, era "maleável", portanto vou atrás pra recuperar ou melhorar ele ainda mais. O corpo é meu, e eu sei que eu posso transformar ele, pra ser uma velhinha linda, saudável, e cheia de nãos pra ensinar aos netos.
E eu quero sim viver muito. Porque eu tenho certeza absoluta que essa a minha última encarnação no planeta Terra.
Agradeço pelo comment, pois sempre é pano pra manga.
Mas como disse o Dani, se o seu negócio é papel marchê, a entrada é na outra esquina. hahahaha
Logo mais, aguardem: Narração fenomenológica de Bill's holyday in paradise!
°Sagazz no Teatro Mágico°
Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s: