°Alice No País do LSD°

"Arde então em mim um selvagem anseio de sensações fortes, um ardor pela vida desregrada, baixa, normal e estéril, bem como um desejo louco de destruir algo, seja um armazém ou uma catedral, ou a mim mesmo, de cometer loucuras temerárias, de arrancar a cabeleira a alguns ídolos venerandos, de entregar a algum casal de estudantes rebeldes os ansiados bilhetes de passagem para Hamburgo, de violar uma jovem ou torcer o pescoço a algum defensor da ordem e da lei. Pois o que eu odiava mais profundamente e maldizia mais era aquela satisfação, aquela saúde, aquela comodidade, esse otimismo bem cuidado dos cidadãos, essa educação adiposa e saudável do Medíocre, do Normal, do Acomodado"



Segunda-feira, Junho 19, 2006

4:00 PM
Essa eu ouvi na última festa que eu fui: Vaibe de cu é rola!

Se eu entrasse no blog dos outros pra deixar os recadinhos desagradáveis que vocês deixam aqui, as pessoas não iam deixar passar batido como eu deixo...

Quando eu escrevo uns post muito decente como os últimos ninguém abre a boca pra falar nada.

Quem tem ânimo pra escrever assim?

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:


Sexta-feira, Junho 09, 2006

11:52 AM
Foda-se a copa!
Odeio futebol e não me sinto menos brasileira por isso.

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:


Sexta-feira, Junho 02, 2006

12:37 PM
Da janela do meu apartamento posso ver uma praça, entre muitas outras coisas.
Nessa praça tem eucaliptos, vários deles, bem altos, bem na altura da minha janela.
Nessa praça também tem uns pinheirinhos menores, que no natal são enfeitados com luzes coloridas.

Aqui também gente que põe alpiste e outras coisas espalhados pelo chão da praça. Sempre enche de passarinhos, e às vezes, quando estou tomando café da manhã, ouço bem alto um pio de passarinho. Procurando pelas janelas da cozinha encontro, enpoleiradinho e olhando para mim, um filhotinho, desses que estão começando a aprender a voar, tentando descobrir novos lugares para filar mais alpiste. Eu olho, me movo silenciosamente para não estragar este momento. No mínimo ruído, o passarinho-inho se assusta e voa. Tento fixar aqueles seguntos na memória, para lembrar que eu também estou aprendendo a voar, então, por experiência de aprendiz, entendo é normal que se assuste facilmente e voa desengonçadamente acuado para debaixo da asa da mamãe pardal.

Na praça também tem uma banca de jornal, e bancos, muitos deles, daqueles de praça mesmo, de sentar... E muitas pessoas sentam naqueles bancos. Velhinhos, coroas, gente de escritório, adolescentes do clube. É um local popular.

Muito popular principalmente para os cachorros. Sempre tem alguém passeando com cachorro. Tem de todo tipo, mas em sua grande maioria puddles. Brancos, marrons, cinzas. Eles se encontram às três da tarde para conversar. Os puddles. E seus donos, os velhos, em sua grande maioria, sentam no banco da praça, e conversam franzindo suas testas enrugadas para enxergar contra o sol da tardezinha.

A única coisa que impede esse microcosmos da minha janela de ser um antro de paz é a tal da Marginal do Pinheiros... Cada caminhão que passa é uma tremida nos vidros das janelas. E quando o trânsito atola no fim de tarde, dá-lhe buzinadas! Um dia eu ainda taco um ovo pela janela.

Pronto! Só de lembrar acabou com meu momento zen-contemplativo!

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:




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