°Alice No País do LSD°

"Arde então em mim um selvagem anseio de sensações fortes, um ardor pela vida desregrada, baixa, normal e estéril, bem como um desejo louco de destruir algo, seja um armazém ou uma catedral, ou a mim mesmo, de cometer loucuras temerárias, de arrancar a cabeleira a alguns ídolos venerandos, de entregar a algum casal de estudantes rebeldes os ansiados bilhetes de passagem para Hamburgo, de violar uma jovem ou torcer o pescoço a algum defensor da ordem e da lei. Pois o que eu odiava mais profundamente e maldizia mais era aquela satisfação, aquela saúde, aquela comodidade, esse otimismo bem cuidado dos cidadãos, essa educação adiposa e saudável do Medíocre, do Normal, do Acomodado"



Quarta-feira, Agosto 23, 2006

4:40 PM
Nova Zelândia: O Tempo, Ovelhas, Skunk e a minha geografia pessoal...

Os dias passam lentamente... Os dias passam e 35 dias se passaram dentro daquele mundo de sonho, terra onírica, as montanhas que rolam enrolaram meu olhar de paisagem - no fundo...... ai o meu coração...
Foram 35 dias. Sim, Acabei ficando um pouco mais do que o planejado. Por mim tinha fica mais. Mais dias, mais semanas. Parece hoje que nunca fui lá, algumas semanas aqui e a Nova Zelândia parece mais um sonho, algo que aconteceu distante na minha mente, e que esqueci logo ao acordar.
Demorei todo esse tempo, esse tempo todo pra escrever, pois não havia me dado conta, mas a depressão pós-férias tomou conta de mim, e apesar de eu não ter escrito nada esse tempo todo sobre a minha viagem, eu tenho passado os dias na frente do computador, jogando joguinhos bobos e tendo conversas mais bobas ainda. Quando alguém me pergunta da viagem, a resposta sempre é: Foi incrível! Demais! É lindo! ¿ e só.
Como descrever 35 de viagem, 4000 km rodados numa espécie de motorhome, a neve, as montanhas, as ovelhas?
Eu posso é começar do começo, do avião...
Aerolíneas Argentinas. É a companhia aérea mais barata pra ir pra lá. O atendimento é péssimo, até água eles regulam. Mas fazer o que? Vale o sacrifício das quase 15 horas de vôo, pois quando você chega lá é - como eu já disse - um sonho constante, 24 horas por dia.
No meio da viagem o sol começou a nascer. Mas você imagina, na direção em que voávamos, era como fugir do nascer do sol, portanto este durou cerca de 5 horas para aparecer, e só dava pra ver, lá longe no horizonte, uma pequena diferenciação nas tonalidades de azul que permeava as estrelas, e apenas um risco de azul marinho que ia ficando preto, a linha do horizonte. Visão linda. Primeira vontade de desenhar.

Chegando lá, Auckland. Não é a capital do país, mas é a maior cidade, com míseros 1 milhão de habitantes. Contando com o fato de que o país é habitado apenas por 4 milhões, é uma megalópole. Uma linda megalópole. Morava lá fácil, na beira do mar, os dias passam calmos apesar da loucura da cidade grande.

Dois dias só em Auckland. O objetivo era Chistchurch, cidade onde o Gui morou por quase três anos. Pegando a ponte aérea, chegamos em Christchurch, e o amigo do Gui, Dan, nos pegou no aeroporto. Eles moraram na mesma casa, o Gui, o Dan, a esposa dele Angela, e a filha dela Sinèad. Fico apavorada nos primeiros minutos, já que o inglês deles é bizarro, muito difícil de entender, parece outra língua, peço desculpas quinhentas vezes e eles estranham, afinal o inglês da mina é perfeito, como ela não me entende?

Passado a vergonha, vamos para a casa, e me apaixono por cada lugar que passo, apesar da chuva e o frio chatinho que persistia pelos últimos dias. Bom a casa era fofa, mas deu pra perceber que eles não são muito fãs de arrumação e limpeza, chegando até a dar uma pontinha de nojo quando olho a pia do banheiro que será o meu banheiro pelos próximos dias. Bom fazer o que né? Não vou pedir um paninho e limpar a casa do povo que eu nem conheço né?

Ficamos pela região. Fomos à Kaikoura, uma praia mais ao norte da ilha do sul. Uma visão surreal em termos de paisagem, já que os Alpes nevados contornam toda península de Kaikoura, e as ondas quebram perfeitamente num point break de pedrinhas ao longo de uma praia em forma de ferradura. O som das ondas nas pedrinhas é diferentes, suave, parece um rio. A praia de pedras vulcânicas tem conchas surreais se você procurar bem. Achamos abalônias ¿ que lá eles chamam de paua (se pronuncia poua) ¿ todas lindas e escondidas nas pedras. A temperatura da água era de 8°, então quando o Gui entrou achou que ia morrer, mesmo estando vestido da pontinha do cabelo ao dedinho do pé. É claro que ele ficou resfriado, mas parece não se arrepender. Passar aquele dia de surf com os amigos depois de quatro anos sem se falarem parecia um ritual no círculo dos meninos, eles parados na beira do mar, olhando as ondas e vibrando por elas, sem em nenhum momento pensar realmente o quanto aquilo que eles faziam mudava, em muitas maneiras, o ruma da vida de cada um.

Primeiro dia na praia. Alpes ao fundo e frio na alma!



Bom esses são os primeiros dias. Tem mais. Não dá pra escrever tudo de uma vez. Depois tem mais.

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:


Quarta-feira, Agosto 16, 2006

2:49 PM
Recomendo o seguinte artigo-entrevista com meu querido colega Carbon....

http://www.rraurl.com/cena/entrevista.php?rr_entrevista_id=2880

Tirou as palavras da minha boca, e A a Z.

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:


Quinta-feira, Agosto 10, 2006

10:22 PM
New Zealand in my heart


Tasman valley - reconhecem o cenário? Senhor dos anéis ring a bell?

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:


Terça-feira, Agosto 08, 2006

5:55 AM
Vortei,
Ainda to no jet lag. Sao quase seis da manha e eu to igual uma coruja, acordadona. Socorro, la na nova zelandia ainda sao umas 9 da noite. Fudeu.
Muita coisa pra contar, mais de 600 fotos tiradas, nao sei se vou contar. da uma preguica!

°Sagazz no Teatro Mágico° Comentários: só para raros...só para l.o.u.c.o.s:




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